Bombardeios mais recentes deixaram mais de 100 mil residências sem energia elétrica em KievAFP
Ataques russos deixam dois mortos e 2,6 mil edifícios sem aquecimento na Ucrânia
Foram lançados 24 mísseis e 219 drones
Ataques noturnos russos contra a Ucrânia provocaram a morte de dois civis e deixaram quase 2,6 mil edifícios residenciais sem aquecimento na capital Kiev, anunciaram as autoridades locais nesta quinta-feira (12), enquanto a ONU pediu o fim dos bombardeios contra a rede de energia ucraniana durante o inverno.
Na cidade de Lozova (leste), atingida por mísseis e drones na quarta-feira à noite, um homem e uma mulher morreram em suas casas e seis pessoas ficaram feridas, informou o governador local, Serguii Zelensky.
"Foi uma das noites mais aterrorizantes para nossa comunidade desde o início da invasão russa de 2022", lamentou.
Na capital, Kiev, onde os ataques noturnos russos voltaram a atingir a infraestrutura energética, "quase 2.600 edifícios estão sem aquecimento", afirmou o prefeito, Vitali Klitschko, que também relatou dois feridos na cidade.
Klitschko lembrou que mais de 1.100 edifícios residenciais — de um total de 12 mil na capital — já estavam sem aquecimento após os ataques russos das últimas semanas.
Os bombardeios mais recentes deixaram mais de 100 mil residências sem energia elétrica em Kiev, informou a operadora privada DTEK.
Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 24 mísseis e 219 drones durante a noite de quarta-feira.
Os ataques foram direcionados principalmente contra as cidades de Kiev, Kharkiv (nordeste), Dnipro (centro-leste) e Odessa (sul).
Em Dnipro, quatro pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças, e quase 10 mil casas ficaram sem energia elétrica, informaram as autoridades.
Em Odessa, quase 300 mil habitantes ficaram sem água corrente devido aos cortes de energia, anunciou o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksii Kuleba.
"É uma nova tentativa de privar os ucranianos de serviços básicos em pleno inverno", particularmente rigoroso este ano, denunciou Kuleba.
Os ataques russos contra a infraestrutura ucraniana provocaram a pior crise energética no país desde o início da guerra, com centenas de milhares de imóveis sem aquecimento e energia elétrica em meio a temperaturas que em alguns momentos ficam abaixo de -20°C.
A ONU pediu que a Rússia interrompa os ataques contra as instalações energéticas da Ucrânia, que "estão deixando uma população civil, que já sofre há muito tempo, sem aquecimento, água e energia elétrica adequados em um inverno insuportavelmente rigoroso".
"Atacar infraestruturas civis é proibido pelo direito internacional humanitário. Faço um apelo à Federação da Rússia para cessar imediatamente", disse o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk.

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