Exército de Israel lançou vários bombardeios e enviou tropas terrestres ao Líbano AFP

O balanço da operação israelense executada durante a noite no leste do Líbano subiu para 41 mortos e 40 feridos, anunciou o Ministério da Saúde libanês em um comunicado neste sábado (7).

"As incursões realizadas pelo inimigo israelense contra a cidade de Nabi Chit e as localidades vizinhas do distrito de Baalbek causaram um total de 41 mortos e 40 feridos", afirma a nota. O balanço anterior mencionava 16 mortos.
O Exército de Israel, que lançou vários bombardeios e enviou tropas terrestres ao Líbano desde que o grupo pró-iraniano lançou mísseis contra Israel na segunda-feira para vingar o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei, não se pronunciou até o momento.

Se a informação for confirmada, essa seria a operação israelense mais profunda em território libanês desde novembro de 2024, quando tropas de elite prenderam um agente do Hezbollah, Imad Amhaz, em Batroun, no norte do país.

A agência libanesa ANI havia informado algumas horas antes que as partes entraram em "confrontos na cordilheira oriental (do país), ao longo da fronteira entre o Líbano e a Síria (...) para repelir as tentativas israelenses de aterrissagem".

O Hezbollah informou em um comunicado que vários combatentes observaram "a infiltração de quatro helicópteros" do Exército israelense "a partir da Síria".

Após o pouso, "um grupo" de combatentes do Hezbollah "iniciou" combate com os soldados israelenses em um cemitério de Nabi Sheet, acrescentou o movimento libanês.

"O confronto se intensificou depois que as forças inimigas foram descobertas", destacou o Hezbollah, ao afirmar que as tropas israelenses executaram ataques intensos antes de iniciar uma retirada.

Outro comunicado afirma que combatentes do Hezbollah lançaram foguetes durante a retirada dos soldados israelenses.

Nabi Sheet foi alvo de pelo menos 13 ataques aéreos israelenses na sexta-feira, segundo a ANI. O Hezbollah lançou na segunda-feira um ataque contra Israel, o que arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio.

O movimento afirmou que pretendia "vingar" a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, assassinado nas operações de Israel e dos Estados Unidos que desencadearam o conflito regional.

Israel lançou uma grande campanha de retaliação no país vizinho.