Editoras alegam que Mark Zuckerberg autorizou e incentivou a violação de direitos autoraisAFP

Um grupo de editoras entrou com uma ação coletiva contra a Meta Platforms, alegando que o conglomerado de tecnologia usou ilegalmente suas obras protegidas por direitos autorais para alimentar e treinar sua plataforma de inteligência artificial (IA).
Editoras como Cengage Learning, Hachette, Macmillan, McGraw e Scott Turow estão exigindo um julgamento por júri para revisar suas alegações de violação de direitos autorais.
Eles afirmaram que a Meta acessou milhões de livros e artigos de revistas de sites de pirataria, que a empresa supostamente usou para treinar sua plataforma de IA, Llama.
As empresas também alegaram que a Meta removeu informações de gerenciamento de direitos autorais das obras para ocultar suas fontes de treinamento e facilitar o uso não autorizado.
O documento também cita o CEO Mark Zuckerberg, que as editoras alegam ter autorizado pessoalmente e incentivado ativamente a violação de direitos autorais.
"Os réus se envolveram em uma das maiores infrações de materiais protegidos por direitos autorais da história", disseram as editoras na ação.
Um porta-voz da Meta disse que a empresa planeja contestar a ação agressivamente.
"A IA está impulsionando inovações transformadoras, produtividade e criatividade para indivíduos e empresas, e os tribunais corretamente consideraram que treinar IA com material protegido por direitos autorais pode qualificar-se como uso justo", disse o porta-voz da empresa.