Entre os detidos, havia 16 estrangeiros e 31 menores, informou o ministro da Segurança Pública do ChileJavier Torres / AFP
Milhares de pessoas foram às ruas para condenar a ditadura militar que deixou mais de 3.200 vítimas, entre mortos e desaparecidos. Pela primeira vez desde 1990, após o retorno da democracia, não houve eventos oficiais.
"Este ano, após os eventos do 11 de setembro e do dia anterior, foram registrados 198 atos de violência, 34% a menos que em 2025, e 284 pessoas foram detidas, 80% a mais. Não houve feridos entre civis nem danos ao transporte público", declarou o ministro da Segurança Pública, Martín Arrau, na rede X.
Entre os detidos, havia 16 estrangeiros e 31 menores, especificou Arrau.
"Permaneceremos firmes, enfrentando a violência e protegendo a paz das famílias chilenas", acrescentou o ministro.
As principais manifestações ocorreram no Cemitério Geral de Santiago, onde se encontra o mausoléu da família Allende. Sua filha, a ex-senadora Isabel Allende, e o ex-presidente de esquerda Gabriel Boric compareceram.
Também houve manifestações no Palácio de La Moneda e no Estádio Nacional. Allende resistiu no palácio do governo até seu suicídio e os manifestantes lembram que o estádio era usado como centro de detenção e tortura.
Os militantes atiraram pedras e paus contra os carabineros (polícia), que responderam com gás lacrimogêneo e canhões de água.
