A fronteira entre Sudão e Egito é objeto de disputa, e os dois países reivindicam a soberania sobre o Triângulo de Hala'ib, uma região rica em recursos naturais.
Isso ocorre apesar de o Cairo ser um aliado importante do Exército sudanês, que está em guerra desde abril de 2023 contra o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido.
O ataque de sábado “causou a morte de 72 mineiros civis, segundo informações preliminares”, indicou a Emergency Lawyers, que documenta atrocidades cometidas durante a guerra no Sudão.
“Os ataques repetidos contra regiões fronteiriças ricas em ouro e minerais refletem o desejo das autoridades egípcias de se expandir e afirmar seu controle sobre os recursos naturais do Sudão”, acrescentou a organização.
Segundo um sobrevivente, Abdelaziz Yusef, uma aeronave começou a sobrevoar a mina, situada próxima ao mar Vermelho, às 8h locais de sábado e realizou “cinco bombardeios”.
Outra testemunha, Sharaf Ali, relatou à AFP que havia milhares de pessoas trabalhando na mina quando ocorreu o ataque. “Depois do bombardeio aéreo, as pessoas se dispersaram (...) por isso ninguém sabe exatamente quantos morreram”, explicou.

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