Vítimas do terremoto no Panamá pedem agilidade na ajuda humanitáriaAFP
“Estamos em uma situação crítica. Queremos ajuda das autoridades, que não nos abandonem, por favor”, declarou ao canal Telemetro Ciprián González, morador de Torio, cidade costeira da província de Veraguas, onde, segundo a Defesa Civil, 40 casas desabaram, incluindo a dele.
O terremoto, sentido com intensidade na capital Cidade do Panamá, repleta de arranha-céus, destruiu escolas, hospitais, igrejas, prédios públicos, pontes e estradas na região central do país.
De acordo com o governo, o desastre deixou mais de 2 mil desabrigados em todo o país. Além disso, cerca de 900 moradias e 400 escolas foram afetadas.
As comunidades atingidas, algumas ainda sem energia elétrica, pedem água, alimentos e outros serviços básicos.
Durante visita a uma das regiões atingidas, o presidente José Raúl Mulino assegurou neste domingo que as pessoas das áreas “que mais precisam” receberão “comida e água”, mas explicou que muitas estradas permanecem “bloqueadas”.
“O importante é que não houve vítimas fatais. Os danos materiais nós vamos resolver”, destacou Mulino, cujo governo decretou estado de emergência no sábado para administrar US$ 100 milhões (R$ 499 milhões) em ajuda humanitária.

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