O espetáculo apresenta 50 canções inéditas de Pixinguinha.Divulgação

A Sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos, na Zona Sul de Niterói, vai receber neste sábado (22/4), às 20h, o Sexteto do Nunca com o show “Pixinguinha Inédito”, no I Festival de Choro de Niterói. 

"Para o mestre do Choro, não existe limite de homenagens", afirma a Fundação de Arte de Niterói (FAN) no texto do espetáculo, que conta com a participação especial de Marcelo Viana e Paulinho Moska, e vai apresentar 50 canções inéditas de Pixinguinha.


"Dando início a uma nova tradição para a cidade, o I Festival de Choro de Niterói chega para potencializar a cena local de um dos ritmos mais tradicionais do Brasil. Com uma programação intensa de shows e oficinas, o festival é uma realização da Prefeitura de Niterói através da Fundação de Arte de Niterói", completa a Secretaria Municipal das Culturas em nota.



O espetáculo "Pixinguinha Inédito” apresenta uma seleção de obras inéditas de ninguém menos que o genial Pixinguinha, um dos músicos mais completos que o Brasil já produziu. Uma cuidadosa pesquisa no acervo do compositor, encampado no ano 2000 pelo Instituto Moreira Salles, trouxe à luz cerca de 50 obras jamais gravadas.



O trabalho é dirigido pelo ator e cantor Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha e com direção musical do produtor e pesquisador Henrique Cazes. No palco, Henrique, com seu cavaquinho, está à frente de um sexteto de astros de nossa música instrumental, o exclusivo Sexteto do Nunca: instrumental integrado ainda por Carlos Malta (flauta e sax), Silvério Pontes (trompete e flugelhorn), Marcos Suzano (percussão), Marcos Nimirichter (sanfona) e Rafael Malmith (violão de 7 cordas). Em participação especial, Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha, canta e faz a condução narrativa.



Mais sobre Paulinho Moska:

A trajetória artística de Paulinho Moska se divide entre o audiovisual e a música. Na adolescência Moska foi estudar teatro. Assim que completou o curso da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), em 1984, começou a atuar no cinema. Participou de filmes como “A Cor do seu Destino” (1986), de Jorge Duran, “Um Trem para as Estrelas” (1988), de Cacá Diegues, “O Mistério no Colégio Brasil” (1988), de José Frazão, “Kuarup” (1989), de Ruy Guerra, e “O Homem do Ano” (2003), de José Henrique Fonseca.
Em 2013, voltou às telas em “Minutos Atrás”, de Caio Sóh, contracenando com os atores Vladimir Brichta e Otávio Muller com a trilha sonora composta especialmente por Moska e André Abujamra.


As primeiras gravações profissionais de Moska aconteceram no álbum de estreia do grupo vocal A Garganta Profunda, “A Orquestra de Vozes” (1986). Ao lado de outros integrantes do Garganta (Luiz Nicolau e Luis Guilherme), aos 20 anos fundou aquela que seria sua primeira experiência de popularidade no fim dos anos 1980: Os Inimigos do Rei. Com a banda lançou dois discos (“Os Inimigos do Rei”, em 1989 e “Os Amantes da rainha”, em 1991), emplacou nacionalmente os hits “Uma Barata Chamada Kafka” e “Adelaide” e invadiu rádios e televisões do país em turnê de shows por dois anos seguidos.



Após sair do Inimigos, Paulinho Moska começou a construir sua carreira solo a partir de 1993 com o disco “Vontade”, passando então a produzir uma discografia repleta de canções inspiradas que falam sobretudo, de “amor à vida”. São 25 anos escrevendo canções em que as letras se destacam tanto quanto a música. Alguns destaques são “O Último Dia” (Moska/Billy Brandão), canção que se tornou tema do samba enredo do desfile Mocidade Independente de Padre Miguel no carnaval de 2015; “A Seta e o Alvo” (Moska/Nilo Romero); “Um Móbile no Furacão”; “Sem Dizer Adeus” (1999); “Tudo Novo de Novo”(2003); “Pensando em Você” (2003);“A Idade do Céu” (2003); “Relampiano” (parceria com Lenine); “Admito que Perdi” (gravada por Marina Lima).


Moska também se destaca pelas parcerias com outros grandes nomes da MPB, como Marina Lima, Maria Bethania, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Maria Rita, Mart’nália, Lenine, Zélia Duncan e Gal Costa. Outro destaque na sua trajetória foi o programa “Zoombido”, que era veiculado no Canal Brasil. O artista participava como apresentador e músico e, durante 10 temporadas, recebeu 240 compositores à sala de espelhos que lhe serve de cenário.


A Sala Nelson Pereira dos Santos fica localizada na Avenida Visconde de Rio Branco, 880, em São Domingos, Niterói. A classificação é livre.