Niterói: "Se a cultura é um direito, ela precisa ser de todas e todos", diz Leonardo Giordano, ao iniciar tradição de homenagear artistas com deficiência na Câmara de NiteróiDivulgação

Niterói - Na última quinta-feira (25), a Câmara Municipal de Niterói viveu uma noite histórica com a realização da sessão solene “Cultura Def: Protagonismo de artistas e fazedores de cultura com deficiência”, promovida pela Comissão de Cultura, presidida pelo vereador Leonardo Giordano. Diante de um plenário completamente lotado, foram homenageados 50 artistas e agentes culturais com deficiência que atuam na vida cultural da cidade, reafirmando que a arte é território de todos e todas e que a produção cultural das pessoas com deficiência deve ser valorizada em pé de igualdade, livre de barreiras e estigmas. A atividade marcou também, a primeira sessão solene com audiodescrição da casa.
“Na abertura da solenidade, destaquei que estávamos dando início a uma nova tradição na cidade, de homenagear músicos, escritores, dançarinos, artistas visuais, atores e artistas de tantas outras linguagens com deficiência que fazem arte em Niterói. Se a cultura é um direito, ela precisa ser um direito de todas e todos, sem distinção. Estou muito feliz e emocionado com a cerimônia que realizamos e sigo na luta por mais direitos às pessoas com deficiência e artistas com deficiência. Contem comigo!”, afirmou Leonardo Giordano, presidente da Comissão de Cultura.
O evento contou com a presença de Julia Pacheco, Secretária Municipal das Culturas; Lucilia Machado, Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e Pedro Colares, Presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais.
A realização da sessão solene e a entrega das moções representaram um passo importante no fortalecimento das políticas públicas de acessibilidade cultural em Niterói. A iniciativa deu visibilidade ao papel central das pessoas com deficiência na construção da vida cultural da cidade, promovendo a equidade e combatendo práticas capacitistas ainda persistentes no campo das artes. Reconhecer esses artistas significou afirmar que não se trata apenas de inclusão, mas de garantir o direito pleno à criação, circulação e fruição cultural como parte essencial da cidadania.
Durante a solenidade também foi lançado o livro “Dançando com o Silêncio”, de Flávia Oliver, professora, pesquisadora e artista surda, Mestre em Dança pela UFRJ. Referência na área da inclusão, Flávia desenvolve práticas pedagógicas acessíveis no ensino de dança para pessoas com deficiência, ampliando o alcance da arte e fortalecendo o protagonismo de pessoas com deficiência no cenário cultural.