Josemar Carvalho, deputado estadual (PSOL-RJ) Divulgação
Fomos mais de quatro mil ativistas, de 40 países e cinco continentes, que debatemos o avanço da extrema-direita e a resistência ao fascismo no ocidente, propondo uma reorganização política de trabalhadores e movimentos sociais contra a escalada autoritária.
A ideia é que os Comitês Antifascistas sejam espaços de diálogo, organização, debate e mobilização da sociedade na luta para enfrentar a crise econômica, social e moral que vivemos com o ruir do sistema capitalista-imperialista. Entendemos que essa decadência, simbolizada por atitudes esdrúxulas de ‘líderes’ mundiais como Trump e Netanyahu, abre espaço para o crescimento do fascismo, a imposição de políticas neoliberais e o agravamento de conflitos internacionais que fazem recrudescer o genocídio e impõem às nações mais fracas um novo tipo de recolonização.
O fascismo é um projeto de destruição da humanidade, de exploração dos trabalhadores e de opressão sobre mulheres, negros, a população lgbtqiapn+ e outros grupos. Por isso é fundamental que a classe trabalhadora construa um projeto seu para derrotar a extrema direita e o neoliberalismo que a alimenta. Essa é a síntese da proposta dos Comitês Antifascistas que pretendemos espalhar pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil nesse momento em que vivemos o perigo extremo de avanço da extrema direita em nosso país, em especial considerando o cenário eleitoral de 2026.
Uma rápida olhada em nosso passado recente corrobora esse raciocínio. A vitória da extrema-direita nas eleições de 2018 fez o Brasil entrar em colapso. Foram mais de 700 mil mortos no país graças ao negacionismo de Jair Bolsonaro, que levou o Brasil ao vergonhoso segundo lugar em mortes pela doença na época da pandemia. Seu desgoverno provocou o retorno de altos índices de miséria e vulnerabilidade social, recordes no desemprego e colocou o país de volta ao Mapa da Fome da FAO/ONU. Como se não bastasse, tivemos que voltar a lutar e a resistir contra a ameaça real de uma nova ditadura militar, com os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, felizmente debelados graças à união da sociedade em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
Hoje festejamos o avanço da discussão do projeto do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional, uma vitória, sim, para os trabalhadores, mas que entendemos ainda precisar de melhorias. É necessário resistir. Não podemos permitir que a extrema-direita volte ao poder, pois ela representa desemprego, fome, morte e a supressão de direitos humanos fundamentais que conquistamos com muita luta ao longo do tempo.

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