Operação foi comandada pela 106ª DPFoto: Reprodução

Petrópolis - Policiais civis da 106ª DP e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), deflagraram, nesta quinta-feira (02), a segunda fase da “Operação Asfixia”, considerada a maior já realizada contra o tráfico de drogas na Região Serrana.
Ao todo, 18 mandados de prisão foram cumpridos, a maioria deles em Petrópolis, contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. A ação, que contou ainda com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, teve como alvos 56 denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e corrupção ativa.
Em Petrópolis, os mandados foram cumpridos em Madame Machado, Nogueira (Águas Lindas e Calembe), Secretário e Araras (Santa Luzia, Vista Alegre e Poço dos Peixes), além do Morro da Provisória. Também houve diligências na Comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, onde líderes da facção se escondiam e coordenavam a logística de transporte dos entorpecentes para a Região Serrana.
No total, 12 criminosos foram presos, entre eles um policial militar da ativa, acusado de receber pagamentos para repassar informações sigilosas, instalar GPS em viaturas e facilitar a atuação do tráfico. As diligências para capturá-lo contaram com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Outro preso de destaque foi Robson Esteves, assessor especial da Prefeitura de Petrópolis, o que evidencia, segundo as investigações, a infiltração da facção em estruturas institucionais para ampliar e garantir suas atividades ilícitas. A Prefeitura informou que a exoneração do assessor já foi realizada.
Além das prisões, cerca de R$ 700 mil em bens ligados à organização criminosa foram bloqueados, atingindo o patrimônio utilizado para sustentar o tráfico de drogas na região.
As investigações, que começaram na 106ª DP, identificaram 55 envolvidos no esquema, incluindo familiares do líder da facção, Wando da Silva Costa, conhecido como “Macumbinha”, responsável por comandar a compra, transporte, armazenamento e venda de drogas na Região Serrana.
De acordo com os agentes, a quadrilha também exercia controle territorial em comunidades de Petrópolis, impondo regras violentas à população local e espalhando medo para consolidar o domínio do tráfico.