Faixas de terra abertas no município funcionam como barreiras naturais contra incêndios florestaisFoto: Reprodução
Rio das Ostras cria barreiras contra o fogo e protege áreas verdes
Abertura de aceiros busca frear avanço de queimadas que ameaçam vegetação, agricultura e famílias
Rio das Ostras - O silêncio da mata pode ser quebrado em segundos pelas chamas que se espalham rapidamente em épocas de seca. Para evitar que esse cenário se repita em Rio das Ostras, equipes da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca iniciaram a abertura de aceiros às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), no trecho entre os bairros Âncora e Mar do Norte, no sentido Macaé. Essas faixas de terra sem vegetação funcionam como verdadeiras linhas de defesa, impedindo que o fogo avance sobre áreas de preservação ou chegue a regiões habitadas.
A medida vem em um momento crítico. Nos primeiros meses de 2025, o Estado do Rio registrou aumento de 400% nos casos de queimadas em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A combinação de altas temperaturas, ventos fortes e a escassez de chuvas torna o outono e o inverno estações de maior risco, quando até uma pequena fagulha pode causar grandes estragos.
Além de proteger a vegetação nativa e a biodiversidade local, o trabalho de prevenção também resguarda a economia. Queimadas atingem lavouras, reduzem áreas de produção agrícola e trazem prejuízos a famílias que dependem da terra para sobreviver. Por isso, os aceiros são vistos como um investimento em segurança ambiental e social.
O município informou que a ação será ampliada para outras áreas, incluindo o Parque Municipal, no Mar do Norte, e a propriedade onde funciona o Programa de Saúde Animal, no bairro Praia Âncora. A proposta é criar uma rede de proteção capaz de reduzir a força do fogo e evitar que ele destrua o que levou anos para crescer.
“Quando o fogo não encontra barreiras, ele consome tudo à frente, da mata às plantações. Os aceiros são caminhos de esperança, porque reduzem a velocidade das chamas e permitem que a natureza e as pessoas tenham tempo para reagir”, destacou a Secretaria de Meio Ambiente em nota.
A cidade reforça ainda que manter os espaços limpos e preparados antes do pico da estiagem é fundamental para reduzir os riscos. O cuidado coletivo, lembram as autoridades, é essencial para preservar não apenas a beleza natural da região, mas também a vida e o sustento de quem dela depende.

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