Prefeito de Rio das Ostras defende servidores e veta aumento de 27% da UnimedFoto: Ilustração
O aumento de 21,7% na Unimed vem após um reajuste de 15,14% no ano anterior, durante a gestão de Marcelino, o que já havia causado um impacto significativo no poder de compra da categoria. Carlos Augusto, em defesa dos servidores, afirmou. "Não podemos permitir um aumento dessa magnitude. O servidor já está fazendo sacrifícios enormes, e colocar mais esse peso sobre os ombros deles é fechar os olhos para a realidade que enfrentam diariamente".
A crise financeira do município torna ainda mais difícil essa negociação. O ano de 2024 começou sem reajuste salarial para os servidores, uma decisão imposta pela herança de déficits orçamentários da gestão anterior. O município ainda enfrenta outros desafios econômicos:
Limite da Folha Estourado: As despesas de pessoal ultrapassaram o limite legal da Lei de Responsabilidade Fiscal, impossibilitando qualquer aumento salarial.
Déficit Previdenciário: O fundo de previdência dos servidores está em rombo milionário, o que afeta diretamente os investimentos e o pagamento de benefícios.
Queda nas Receitas: Com a diminuição de mais de 20% nos repasses de royalties, Rio das Ostras enfrenta uma previsão de R$ 80 milhões a menos no orçamento deste ano.
Para o servidor, a realidade é dura. Com salário congelado e inflação elevada, o aumento de 21,7% no plano de saúde pode significar a escolha entre manter o plano de saúde ou arcar com as contas do dia a dia, como aluguel, água e luz. Para muitos, essa decisão será inevitável, já que o orçamento não permite mais sobrecarga financeira.
Em resposta a essa situação, a administração municipal já buscou nova rodada de negociações com a Unimed, na esperança de encontrar uma solução mais compatível com a realidade financeira dos servidores. Caso a operadora não mostre flexibilidade, a prefeitura avalia alternativas no mercado para garantir que os servidores continuem tendo acesso à assistência médica, sem comprometer ainda mais o orçamento familiar.
O prefeito Carlos Augusto deixou claro. "Não vamos aceitar um reajuste abusivo que ignore a situação econômica do município e dos nossos servidores." Ele reafirma seu compromisso com a proteção dos servidores, priorizando sempre o bem-estar da classe trabalhadora da cidade.


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