Carro onde estava o músico Evaldo Rosa foi atingido por 80 tirosReprodu
Por O Dia
Publicado 12/03/2021 11:37
Rio - O julgamento dos 12 militares acusados de matar o músico Evaldo Rosa, de 51 anos, e também o catador de material reciclável Luciano Macedo, está marcado pela Justiça Militar para o dia 7 de abril. Os agentes respondem pelos crimes de homicídio doloso, tentativa de homicídio e omissão de socorro.
Evaldo teve seu carro alvejado por militares do Exército quando passava pela Estrada Camboatá, próxima a Avenida Brasil, em Guadalupe. Já Luciano, o catador, estava próximo ao local do fuzilamento, e foi até o carro para tentar ajudar o músico, mas acabou sendo baleado e morreu dias depois no hospital.
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De acordo com laudo da perícia, os militares dispararam 257 tiros, acertando 80 deles no veículo, e desses, 62 acertaram em Evaldo, que morreu na hora.
Na decisão, a juíza responsável pelo caso, Mariana Aquino, marcou para às 10h o julgamento presencial. Em razão da pandemia, o número de espectadores no auditório da Justiça Militar da União, na Ilha do Governador, será reduzido, observando as normas de distanciamento social e restrições atuais.
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Os acusados não irão a júri popular em razão de uma Lei sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, que define como responsabilidade da Justiça Militar julgar agentes das Forças Armadas (Aeronáutica, Marinha e Exército) acusados de crimes contra civis em ações de segurança pública.
Com isso, os agentes envolvidos serão julgados pela Conselho de Justiça, constituído pelo juiz federal da Justiça Militar da União e quatro oficiais das Forças Armadas. Serão necessários ao menos três votos para absolvição ou condenação dos réus.
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