Nesta segunda (13) a escola foi furtada pela 4º vez e alunos ficaram sem aulasArquivo Pessoal

Rio - Alunos do Ciep Poeta Cruz e Sousa, em Padre Miguel, têm aulas suspensas frequentemente e vivem uma rotina de insegurança após a unidade ser furtada pela quarta vez em menos de dois meses. O crime mais recente ocorreu nesta segunda (13), quando um frigobar foi furtado. Segundo responsáveis das crianças, os suspeitos costumam roubar fios, o que deixa a escola sem energia e impossibilita que ar condicionado e ventiladores sejam ligados, fazendo com que as aulas ocorram no calor.

De acordo com a mãe de um dos alunos, Rayane Lessa, 30 anos, os frutos prejudicam até o uso de bebedouros e de geladeiras. Ela explica ainda que depois do terceiro furto as aulas que costumavam ir até às 14h30 começaram a acontecer apenas até 12h por conta do calor. E que nesta segunda (13) por conta do crime, as crianças não foram à escola. No entanto, as aulas foram retomadas nesta terça (14).

“Ontem, dia 13, quando foi pra ter aula, não teve de novo, porque tinham roubado o frigobar. Só que ontem quase que os funcionários foram surpreendidos pelos bandidos. Por sorte, um pai que é mototaxi tinha levado um homem meio sujo com um frigobar, aí quando ele viu que a escola não teve aula por conta disso, ele contou o caso e aí conseguiram recuperar o frigobar na Avenida Brasil, mas quando a polícia chegou, o cara já tinha fugido”, disse.


Rayane, que é mãe do pequeno Raí de apenas 9 anos, explicou também sobre o início dos furtos. Ela conta que as aulas voltaram no dia 6 de fevereiro, quando a escola foi furtada pela primeira vez, e que após o recesso de Carnaval, houveram mais dois furtos, nos dias 23 e 24 de fevereiro, quando as crianças voltaram a ficar sem aula.

“Depois do recesso do Carnaval, quando os funcionários chegaram, a escola tinha sido furtada e não teve aula, isso foi na quinta, quando foi na sexta, dia 24, entraram na sala que meu filho estuda, roubaram a fiação, botaram ar condicionado na mesa, desmontaram e roubaram tudo que tinha direito e depois foram embora”, explicou.

Outra mãe, Aline Bastos, 29 anos, que tem um filho de 6 anos, contou que não está sendo fácil conviver com a sensação de insegurança.

“Precisamos de segurança na escola. Tanto para os alunos, quanto para os funcionários que estão lá. O Ciep à noite fica no escuro, não vê nada dentro. E eles fazem esses furtos na madrugada. As crianças estão sem ventilador, sem ar condicionado, e estão levando água de casa para beber por que até a bica dos bebedouros eles levaram”, relatou.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação informou que em todos os episódios de furto na unidade foi feito o Registro de Ocorrência na 34ª DP, além de ter solicitado mais policiamento ao 14ºBPM (Bangu).
"A aulas foram suspensas nesta segunda-feira (13) para que a perícia no local fosse realizada. Hoje, terça-feira (14), o atendimento aos alunos está acontecendo. A recolocação da fiação elétrica, furtada anteriormente, já está sendo feita", disse em nota.

O que diz a PM

Questionada sobre a falta de segurança na região, a Polícia Militar informou que a região da escola está inserida no roteiro de policiamento da Patrulha Escolar do 14ºBPM (Bangu) e que o batalhão vem mantendo diálogo com a direção da unidade de ensino a respeito do local. Além disso, a corporação disse que reforçou as abordagens no horário noturno visando coibir esse tipo de delito.

“A área de policiamento do 14ºBPM apresentou redução de 24% no índice de total de furtos quando comparados os meses de janeiro de 2023 e janeiro de 2022, de acordo com os dados compilados e divulgados pelo Instituto de Segurança Pública”, disse em nota.