Rio - A Comlurb registrou, mensalmente, cerca de 500 lixeiras vandalizadas ou furtadas no Rio, uma média de 16 cestos por dia. Na noite do dia 31 de março, 67 foram levadas apenas no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. Câmeras do Centro de Operações Rio flagraram a ação — um homem em uma Kombi passa furtando as papeleiras na Avenida Borges de Medeiros.
Ainda de acordo com informações da Comlurb, em outra ação, sete papeleiras foram destruídas na madrugada desta quinta-feira (13) no Largo do Machado, Zona Sul. As lixeiras da Zona Norte também foram alvo. Um cesto na Rua Francisco Eugênio, em São Cristóvão e outro na Rua Barão de São Francisco, em Vila Isabel, foram levados na mesma noite. Na madrugada desta sexta-feira (14), em Copacabana, mais um furto foi registrado.
A companhia informou que todas as papeleiras foram repostas.
"É dinheiro público jogado literalmente no ralo. As pessoas questionam locais que estão sem papeleiras, mas não imaginam o esforço brutal que precisamos fazer todos os dias para repor os cestos, recurso que poderia ser usado para adquirir mais equipamentos para a atuação da Comlurb na limpeza urbana", afirmou o presidente da companhia, Flávio Lopes.
Dados da Comlurb mostram que os furtos e depredações causam prejuízo de R$ 1 milhão por ano. Em 2022, entre reposições, trocas e novas instalações, foram colocadas mais de 5 mil peças. Cada unidade foi adquirida por R$ 149.
Vídeo mostra homens furtando lixeiras na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa. Comlurb informou que 67 peças foram levadas.
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