Programa "Patrulha Maria da Penha — Guardiões da Vida" faz parte das políticas públicas voltadas à segurança da mulher Divulgação

Rio - Mulheres vítimas de violência terão uma sala de acolhimento especial, a partir desta sexta-feira (19), no 4º BPM (São Cristóvão), na Zona Norte do Rio. A Sala Lilás da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida (PMP-GV) funcionará como um local para atendimento presencial de pessoas do gênero feminino em situação de vulnerabilidade. Advogada especialista em gênero e violência contra mulher, Rebeca Servaes afirma que a iniciativa é um avanço na defesa do direito das mulheres.
"A criação da sala possibilita um tratamento humanizado e especializado para mulheres que já estão saindo de uma situação de violência. Dessa forma, elas conseguem ter um atendimento adequado e não ser revitimizadas", ponta a especialista, que é ex-presidente da OAB Mulheres.
Criado em 2019 com o principal objetivo de prevenir os casos de feminicídios e a reincidência de agressões a mulheres, o programa PMP-GV opera em todo o território estadual com 45 equipes especializadas e já realizou cerca de 155 mil atendimentos. Hoje, estão inscritas no programa cerca de 49.000 mulheres que recebem atendimento continuado.
"Quando falamos de sala lilás, falamos de IML e de exame de corpo de delito. São procedimentos que mulheres fazem após sofrerem violências que fizeram marcas nelas. Então, a criação do espaço vem totalmente de encontro com a necessidade de proteção física, onde a vítima pode pode fazer exames invasivos da forma mais digna possível, com profissionais capacitados e especializados", completa Servaes.
Aplicativo emergencial
A Polícia Militar também elaborou um aplicativo para socorrer mulheres vítimas de violência doméstica, disponível gratuitamente nas plataformas IOS e Android. O app Rede Mulher conta com um botão do pânico, que permite o acionamento emergencial do 190 eletronicamente.
A plataforma também possui o "modo camuflado" – uma função útil e que protege a vítima contra possível retaliação dos agressores. Além disso, a mulher poderá cadastrar uma rede de apoio com contatos de pessoas que possam socorrê-la durante uma situação de emergência.