Renê Silva, de 29, comenta sobre o início do projeto Voz das Comunidades, em 2005, quando ainda tinha 11 anosReprodução/Time
"Sinto que estamos quebrando barreiras importantes e mostrando pro nosso próprio país que o futuro do Brasil depende de investimentos para as favelas e pessoas pretas. Existe muita potência vindo daqui onde eu estou, não estou sozinho, mas esse reconhecimento mostra que a gente está no caminho certo e devemos seguir multiplicando as vozes das favelas e amplificando cada vez mais as coisas boas que existem e menos a violência, tráfico de drogas e armas como a mídia notícia diariamente", disse o jornalista em entrevista ao DIA.
A reportagem publicada pela revista americana fala sobre o início do Voz da Comunidade, lá em 2005, quando Silva ainda tinha 11 anos. Depois, menciona o status atual do projeto que se transformou em uma ONG e agora emprega 35 pessoas, cobrindo todas as histórias e demandas da comunidade. Sejam elas na cultura, política, esportes educação ou na ausência do poder público.
Para o ativista, estar em uma lista tão relevante representa mais uma oportunidade de mostrar para o mundo a favela que vai além do que é mostrado. No entanto, segundo Renê, o caminho para mudar o olhar depende também de outras áreas da sociedade e imprensa.
"Acredito que seja o início, mas ainda estamos muito longe de mudar a forma como as pessoas veem as favelas, é preciso que haja uma colaboração também da grande mídia e do poder público para mudar isso. Quando empresas e empresários enxergarem que a favela é um lugar de potência e o futuro do país pode vir dali, a gente muda essa visão, mas enquanto isso eu sigo o meu caminho aqui através do Voz das Comunidades mostrando o cotidiano das favelas e e amplificando a voz dos moradores através do nosso próprio olhar", comenta.
A 'Time' destaca ainda participações de Renê em atividades na Organização das Nações Unidas (ONU) e também nas eleições de 2022 que elegeram Lula como presidente.



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