Cláudio Castro anunciou que as escolas cívico-militares fluminenses serão mantidasDivulgação / Governo do Estado / Rogério Santana

Rio - O Governo do Rio divulgou que pretende ampliar o número de colégios cívico-militares, além de manter as unidades já existentes. De acordo com o Estado, as escolas que adotam essa modalidade de ensino estão entre os mais conceituados da rede estadual.
Os colégios cívico-militares sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) não tem relação com o Programa Nacional da Escolas Cívico-Militares (Pecim), criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2019. As unidades federais possuem gestão compartilhada com as Forças Armadas, enquanto as estaduais têm autonomia e envolvem as secretarias de Defesa Civil e de Polícia Militar.
Inicialmente, o Governo do Rio inaugurou 12 unidades em parceria com a PM e com o Corpo de Bombeiros. Outros quatro colégios foram implantados nos anos seguintes, totalizando 16 em escolas em 15 diferentes municípios. Ao todo, são 10 mil alunos atendidos dentro dessa modalidade de ensino.
Além do conteúdo da Base Nacional Comum Curricular, as cívico-militares têm aprendizado voltado à instrução militar, como hierarquia, disciplina, ordem unida e temáticas específicas das corporações parceiras do projeto.
Todas as unidades desenvolvem o itinerário formativo com os mesmos preceitos e investimentos. Além disso, atuam com perspectiva do civismo e têm uniforme inspirado no fardamento militar. Há ainda aquelas vocacionadas ao esporte e à música. A rede também oferece os ensinos Regular, Educação de Jovens e Adultos, Intercultural, Técnico e Formação de Professor.
Fim do Pecim
O Pecim, criado em 2019 pelo Governo Federal, implementou 216 escolas cívico-militares em todo o Brasil. O programa foi um dos carros-chefes da gestão Bolsonaro, mas também recebeu críticas durante sua vigência.
O formato determinava que educadores civis ficassem responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão era administrada pelas Forças Armadas. Dessa forma, os alunos deveriam seguir regras estabelecidas por eles, como o uso de fardas. O MEC, no entanto, não apresentou dados que comprovem a eficácia do modelo.
Na última segunda-feira, o Governo Federal anunciou o encerramento do Pecim. Em um comunicado, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que não haverá fechamento de unidades e tampouco prejuízo aos alunos.
Logo em seguida, o governador Cláudio Castro e o prefeito Eduardo Paes reforçaram que as unidades serão mantidas em funcionamento. A Seeduc reforçou que não há vínculo entre as 16 escolas fluminense e o Governo Federal.