Armando foi encontrado com um ferimento nas costasReprodução / Arquivo Pessoal
De acordo com o biólogo Mario Moscatelli, há dois anos, eram oito capivaras: Armando, Margarida e outros seis filhotes. "De lá para cá, desse grupo sete desapareceram ou apareceram mortos, sobrando apenas o macho Armando. Aí chegaram recentemente a Judith e o Boris. Infelizmente temos observado ferimentos frequentes no Armando e na Judith, mas o Armando é o que está se apresentando mais ferido", afirmou.
O biólogo destacou ainda, que as capivaras, caranguejos e aves locais são um importante atrativo econômico e ambiental da Lagoa e por isso, precisam de um cuidado especial. "O importante, o essencial, o básico é que esse importante ativo econômico ambiental da fauna da Lagoa tenha um acompanhamento permanente por conta de algum especialista. Nada demais, apenas gestão. Precisamos aprender a tirar um proveito positivo do que o ambiente da cidade do Rio tem de melhor, que é a sua fauna e flora.", ressaltou.
Para Moscatelli, as capivaras são animais que não apresentam perigo desde que não se sintam ameaçadas. "A Secretaria Estadual de Ambiente doou material e cercas, que foram instaladas em alguns trechos onde é mais comum encontrá-las, visando evitar incidentes com cães que circulam ao redor da Lagoa sem guia", afirmou o biólogo. Ele acredita que o ferimento encontrado no animal seja uma mordida.
Em março deste ano, a capivara foi encontrada morta na Lagoa Rodrigo de Freitas. Uma equipe da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) retirou o corpo do mangue durante limpeza do local. Segundo Moscatelli, comerciantes locais informaram que o animal foi apedrejado. Nestas circunstâncias, a capivara entra no mangue para fugir, mas, ferida, acaba morrendo afogada. Mário disse que Margarida já tinha sido vítima de pedradas em um outro episódio.

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