Projeto prevê remoção de 2,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos das lagoasDivulgação / Iguá Saneamento

Rio - O Governo do Rio concedeu, nesta terça-feira (18), uma licença ambiental para que o Complexo Lagunar da Barra e de Jacarepaguá, na Zona Oeste, receba obras de dragagem, onde sedimentos serão retirados do fundo das lagoas. A Iguá Saneamento, empresa responsável pelo projeto, prevê a remoção de 2,3 milhões de metros cúbicos de lodo, lixos, terra, além de outros materiais impróprios.
Com início previsto para novembro, a empresa espera que as intervenções durem 36 meses para serem concluídas. De acordo com a Iguá, as obras, que vão ser realizadas em canais das Lagoas da Tijuca, Jacarepaguá, Camorim, além do Canal da Joatinga e de Marapendi, permitem o restabelecimento do fluxo de água na região e o reequilíbrio do ecossistema.
O diretor de Operações da Iguá, Lucas Arrosti, explicou sobre o processo de revitalização das lagoas da Zona Oeste. “A dragagem colabora diretamente para a revitalização do Complexo Lagunar, que é nossa principal contrapartida ambiental. Investimos também na recuperação da vegetação nativa da região, com a criação de um viveiro de 40 mil mudas de mangue vermelho”, disse o diretor.
A obra utiliza dois tipos de equipamentos: as dragas de sucção e as escavadeiras. Com as dragas, os sedimentos são sugados e direcionados para uma linha de recalque, responsável por levar o material por até dois quilômetros. Já a escavadeira é usada em lagoas com maior quantidade de resíduos, que poderiam entupir a tubulação da draga.
Revitalização nas lagoas
A Iguá Saneamento realiza ações de revitalização na região desde dezembro de 2021, quando deu início à limpeza das margens da Lagoa do Camorim - que resultou na retirada de mais de 170 toneladas de resíduos. Um ano depois também foi realizado um plantio de 40 mil mudas de Mangue Vermelho na mesma lagoa. 
A primeira fase do projeto de revitalização da Lagoa do Camorim, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, foi concluída em maio. Com a presença do biólogo Mario Moscatelli, o plantio resultou na conclusão do primeiro hectare recuperado. “Vivemos um momento histórico do início de um círculo virtuoso de melhorias ambientais, que tornarão o sistema lagunar de maior passivo ao maior ativo ambiental do Rio. Não estamos de brincadeira e nem a passeio”, afirmou o biólogo.