Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj)Reprodução internet
Após punição do Cremerj, neurocirurgião Salim Yazeji fica impedido de exercer medicina
Médico foi denunciado por violação sexual durante uma consulta em novembro de 2022, na Coordenação de Emergência Regional (CER), na região central do Rio
Rio - O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj) aplicou uma interdição cautelar ao neurocirurgião Salim Michel Yazeji, de 72 anos, que foi denunciado por violação sexual durante uma consulta realizada em novembro de 2022, na Coordenação de Emergência Regional (CER), na região central do Rio. Com essa medida, que foi deliberada em plenária nesta terça-feira (18), ele fica temporariamente impedido de exercer a medicina no país.
"A medida é um recurso do Conselho para proteger a população e assegurar a boa prática médica no estado do Rio de Janeiro. Paralelamente a isso, o processo em nome de Salim Michel Yazeji está em andamento e corre em sigilo, seguindo todos os ritos obrigatórios do Código de Processo Ético-Profissional. As punições previstas em lei vão de advertência à cassação definitiva do registro", afirmou o Cremerj em comunicado.
De acordo com a denúncia, Salim abusou da relação de confiança entre médico e paciente, instruindo a vítima a levantar o vestido para, em seguida, apalpar seu glúteo e tocar seu ânus. Sentindo-se desconfortável, a paciente imediatamente abaixou o vestido e procurou ajuda. O denunciado ainda a importunou com questionamentos inapropriados e de cunho sexual.
O Ministério Público do Rio (MPRJ), responsável pela denúncia contra o médico, informou que existem outras acusações de crime da mesma natureza e com o mesmo modus operandi envolvendo o neurocirurgião. Ele chegou a ser preso, mas foi posteriormente liberado durante a pandemia, em razão de sua idade avançada. Tais fatos, de acordo com a denúncia, indicam uma conduta criminosa habitual e reiterada. Salim Michel Yazeji responde pelo crime de violação sexual mediante fraude.
Cremerj não aceita recurso e mantém cassação do registro de Dr. Jairinho
Também nesta terça-feira (18), o Cremerj manteve a cassação do registro de Dr. Jairinho. O ex-vereador recorreu da decisão em março deste ano, após o anúncio da cassação definitiva. Jairinho está preso desde o dia 8 de abril de 2021 acusado de envolvimento na morte do menino Henry Borel, de quatro anos.
De acordo com o órgão, o pedido foi apreciado pelos conselheiros e não foi acolhido. A cassação do registro é a punição mais alta, de acordo com a legislação vigente. O registro do ex-companheiro de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, já estava suspenso desde junho de 2021, mas a penalidade se tratava de uma interdição cautelar. Esta decisão é definitiva.
O ex-parlamentar é formado em medicina, mas nunca chegou a atuar na profissão. Jairinho está preso na Cadeia Pública Pedrolino Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, depois de ser indiciado por homicídio duplamente qualificado no caso do seu enteado, Henry Borel. Por causa do crime, em junho de 2021, a Câmara dos Vereadores determinou a cassação do mandato do político.
A reportagem tenta contato com a defesa de Salim Michel Yazeji. O espaço está aberto para manifestações.

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