Estação da SuperVia em Saracuruna, Duque de CaxiasDivulgação

Rio - A SuperVia retomou às 18h10 desta sexta-feira (21) a circulação de trens no ramal Saracuruna, após uma paralisação de 26 horas e 10 minutos. A primeira viagem paradora seguirá até a estação Saracuruna, sem os clientes precisarem fazer a baldeação na estação Gramacho. Depois de 30 minutos, partirá um trem com destino a Gramacho e, depois de mais 30 minutos, partirá um trem direto com destino a Saracuruna. Como o horário de pico é no sentido Baixada Fluminense, a concessionária está priorizando atender os passageiros na volta para a casa. As viagens no sentido Central do Brasil do ramal Saracuruna continuam suspensas.
Desde às 16h de quinta-feira (20), o furto de cerca de cem metros de cabo alimentador, na altura do Parque Arará, em Benfica, Zona Norte do Rio, provocou a queda do abastecimento de energia dos trens no trecho entre Central do Brasil e Gramacho, Gramacho e Saracuruna e nas extensões Vila Inhomirim e Guapimirim. Técnicos da SuperVia seguem trabalhando na via.
Ao todo, 37 estações tiveram que ser fechadas. As causas deste incidente foram devidamente protocoladas em carta enviada à Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp).
Passageiros que utilizam o serviço de trem da SuperVia, ramal Gramacho-Saracuruna, e precisam voltar para casa no fim da tarde e início da noite desta sexta-feira (21), estão recorrendo ao ônibus ou aplicativo de transporte. Isso se deve porque a circulação neste ramal ficou suspensa por 26 horas por falta de energia.
Levantamento dos crimes no sistema ferroviário em 2023

A SuperVia fez um levantamento que mostra os principais dados relacionados aos crimes contra o sistema ferroviário. A concessionária que opera os 270 quilômetros de trilhos que ligam o Rio a outros 11 municípios contou, de janeiro a junho deste ano, 90 ocorrências de assaltos e/ou arrastões contra passageiros em trens e/ou estações. O número de assalto a colaboradores da empresa chama atenção porque já supera o de 2022. Ao longo de todo o ano passado, foram 15 ocorrências do tipo. Este ano, já são 24 casos de profissionais da SuperVia assaltados enquanto estavam trabalhando.

Mesmo com risco de vida por causa do choque elétrico, as caixas de impedância da SuperVia também passaram a ser alvo dos ladrões de cabos do Rio de Janeiro. O equipamento blindado custa cerca de R$ 40 mil, fica enterrado e abastece as subestações de energia alimentadoras do transporte ferroviário do Grande Rio. Em 2022, foram 59 furtos de caixas de impedância. Este ano, o número já chegou a 146. Essas caixas possuem peças de cobre.

"A segurança pública dentro do sistema ferroviário é atribuição do Poder Público, conforme contrato de concessão. As autoridades policiais atuam nos trens, estações e ao longo da via férrea - no caso do sistema ferroviário, através do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFER). Os agentes de controle da concessionária não têm poder de polícia para atuar na prevenção ou coerção de ações de natureza criminal. A SuperVia atua em parceria com as forças de segurança pública do Estado, buscando soluções para mitigar o risco à operação decorrentes da violência urbana", disse a concessionária.

A SuperVia reiterou que "vem adotando todas as medidas possíveis para garantir a integridade de seus colaboradores, inclusive oferecendo suporte psicológico por meio de seu Núcleo de Saúde Mental".