O secretário municipal de Educação e Esportes, Mariano Almeida, participou do bate-papo com os estudantesDivulgação
SuperVia realiza palestras em escolas e auto-escolas sobre segurança na linha férrea
De acordo com a concessionária, existem atualmente 123 passagens de nível irregulares
Rio - A SuperVia está promovendo um ciclo de palestras em escolas e auto-escolas da Região Metropolitana do Rio, para conscientizar a população sobre a importância de respeitar as regras do sistema ferroviário. Na primeira rodada de palestras, foram visitadas a auto-escola Piloto e o Ciep Pastor Augustinho Valério de Souza, ambos em Lages, bairro de Paracambi, na Baixada Fluminense
O secretário municipal de Educação e Esportes, Mariano Almeida, participou do bate-papo com os estudantes. Uma das principais orientações está relacionada à distinção entre passagens de nível regulares e passagens clandestinas. Hoje, ao longo da malha ferroviária, são 37 legais e 123 irregulares. Cerca de oito passagens de nível são fechadas pela concessionária por mês, mas 30% são reabertas ilegalmente. Nos últimos 17 meses, mais de R$ 2,7 milhões foram gastos com essas obras. No mesmo período, foram registradas nove ocorrências de acidentes graves nas passagens inadequadas.
"As passagens regulares são sinalizadas de acordo com as exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que prevê a instalação da Cruz de Santo André. Elas possuem sinalização vertical composta por mastro com placas de 'Pare', 'Olhe, Escute' e a Cruz de Santo André, em ambos os sentidos do cruzamento", explica o gerente de segurança operacional, Iago Almeida.
Nas palestras, estudantes e futuros motoristas aprendem também que o Código de Trânsito Brasileiro determina que os veículos que se deslocam sobre trilhos têm preferência de passagem sobre os demais. Por isso, é considerado gravíssimo deixar de parar o veículo antes de transpor a linha férrea.
"Nós realizamos campanhas educativas com frequência para falar da importância de se respeitar as regras das passagens de nível. Mas, mesmo assim, temos muitos casos de desrespeito que podem ser fatais para as vítimas", lamenta Almeida.

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