A reativação do sistema vai beneficiar cerca de 10 mil moradores do Complexo do Alemão, oferecendo um transporte seguro e ágil entre as comunidadesDivulgação

Rio – Cerca de 78 toneladas de cabos de aço que serão usado na recuperação do Teleférico do Alemão estão previstas para chegar no mês de março - o material será enviado da Europa para o Brasil. O equipamento é fundamental para a reativação do sistema, que está parado desde 2016. Foram investidos R$ 105 milhões na aquisição do material para a reabilitação da estrutura.
As bobinas, com mais de 7,5 km de cabos de aço, serão transportadas em caminhões da Suíça até o porto da Bélgica. De lá, virão de navio para o Brasil, com previsão de chegada ao Rio em março.
A volta do sistema vai beneficiar cerca de 10 mil moradores do Complexo do Alemão. Os equipamentos comprados pelo Governo do Estado, por meio de Carta de Crédito Internacional, estão sendo produzidos em cinco fábricas.

Além disso, uma equipe de engenheiros da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (SEIOP) está visitando as fábricas da POMA, multinacional que detém a exclusividade no fornecimento do equipamento, para acompanhar a finalização do processo de fabricação e dar o aceite nos cabos e componentes do sistema eletromecânico.

Além de acompanhar a preparação para o envio dos cabos, os técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas também visitaram as instalações de fabricação das cabines, painéis elétricos e sistemas de controle da POMA.

Mais de 85% das obras de recuperação das seis estações do teleférico já foram executadas, com melhorias nas instalações hidráulicas e sanitárias, sistemas elétricos, de iluminação e ar-condicionado, revestimentos e acabamentos. Inaugurado em 2011, o Teleférico do Alemão parou de funcionar em 2016.

A reativação do sistema vai beneficiar cerca de 10 mil moradores do Complexo do Alemão, oferecendo um transporte seguro e ágil entre as comunidades. O teleférico, que conta com 152 gôndolas e um percurso total de 3,5 quilômetros, também permitirá a retomada dos serviços sociais que funcionavam nas estações, como clínicas da família e bibliotecas.