Carro que teria sido usado por bandidos na morte do agente da CorePedro Teixeira/Agência O DIA

Rio - Um veículo suspeito de ter sido usado por bandidos que mataram o agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), João Pedro Marquini, 38 anos, foi apreendido pela Polícia Civil na comunidade César Maia, em Vargem Pequena, na Zona Oeste. O carro é um modelo Tiggo prateado e apresenta diversas marcas de tiros, além de vidros quebrados.
O automóvel segue estacionado, até a tarde desta segunda-feira (31), em frente à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga o caso. No mesmo lugar está o carro do policial, um Renault Sandero prata, que não foi atingido por disparos. Ambos os veículos passaram por perícia.
Segundo apurado pelo DIA, Marquini portava uma pistola, mas apenas cápsulas de fuzil foram encontradas no local do crime, o que indica que o policial não teve tempo de revidar ao ataque. Por isso, investigações estão em andamento para esclarecer a dinâmica do caso.
O agente é marido da juíza do III Tribunal do Júri, Tula Mello. Os dois estavam em carros separados quando teriam sofrido uma tentativa de assalto em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste.  Na ocasião, o carro da magistrada também foi atingido por disparos, mas o automóvel é blindado e ela não ficou ferida.
Já os bandidos fugiram em direção a comunidade César Maia, em Vargem Pequena. No local, agentes da Core acionados para a ocorrência entraram em confronto com criminosos ainda na noite de domingo (31).

Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte do agente da tropa de elite da instituição e informou que presta toda assistência à família.

"Equipes da unidade e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizam diligências para apurar o fato, identificar e responsabilizar os envolvidos no crime", disse em comunicado.

O enterro do policial está marcado para a manhã desta terça-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Nas redes sociais, Tula compartilhou uma homenagem publicada pela Core.
"João Pedro Marquini Santana deixa um legado de coragem, dedicação e lealdade na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Respeitado e admirado por seus irmãos, tornou-se uma referência nas operações especiais. Seu talento e determinação também o levaram a se destacar internacionalmente, representando a Core com honra nos Estados Unidos, onde concluiu com destaque o tradicional curso da SWAT da Miami Police. Por inúmeras vezes, colocou sua própria vida em risco para proteger seus irmãos e a sociedade, sempre com bravura e altruísmo. Tantos eventos heroicos permitiram que ele fosse promovido rapidamente ao posto mais alto de sua carreira: Comissário de Polícia", publicou.
"Sua paixão pelo trabalho e sua incansável dedicação ao bem maior fizeram dele um exemplo que transcende o tempo, e seu legado seguirá inspirando gerações de agentes de segurança pública", finalizou a Core.
*Colaboração Pedro Teixeira