Vitor Luiz dos Santos de Araújo não fez contato ou foi visto após ida a bar em Rio das PedrasReprodução/Arquivo Pessoal

Rio - Familiares procuram por um jovem de 25 anos desaparecido há quase uma semana. Vitor Luiz dos Santos de Araújo trocou mensagens com um amigo pela última vez em 12 de junho, quando estava em um bar com uma mulher, em Rio das Pedras, na Zona Oeste. Desde então, não foi mais visto, nem fez contato com parentes. 
O pai de Vitor Luiz, Geovane Araújo, relata que na noite do dia do namorados, na última quinta-feira, ele mandou uma mensagem para um amigo contando que estava em um bar com uma mulher. Na conversa, o jovem chegou a dizer que amigas dela também iriam ao local, como forma de convite, mas o rapaz não se encontrou com ele. Na manhã seguinte (13), ao mandar uma nova mensagem, o colega não teve resposta. 
Já no sábado (14), Geovane e um irmão também tentaram fazer contato por mensagem, mas não foram respondidos. "A gente começou a passar mensagem para ele, mas ele não respondia. Até então, a gente pensou que era fim de semana, que ele saiu, só que no domingo, nada, e a gente procurou a delegacia para informar que ele estava sumido por mais de 48 horas", contou o pai, que percorreu hospitais e UPAs e também esteve no IML, mas ainda não localizou Vitor Luiz. 
Ainda segundo Geovane, na terça-feira (17), eles receberam uma mensagem dizendo que o rapaz havia sido sequestrado, por conta de uma suposta dívida de R$ 400 no bar onde ele esteve. Desconfiados, pediram uma foto ao sequestrador, que não enviou, alegando que Vitor Luiz não queria que familiares o vissem machucado. A situação foi comunicada na delegacia e depois que a família se recusou a entregar dinheiro em mãos ou fazer uma transferência por PIX, os criminosos deixaram de responder.
Também ontem, uma outra ligação afirmou que tinha prendido o jovem, devido a uma dívida com o tráfico de drogas e que um "linha de frente" de uma facção estava responsável por resolver a situação. Para isso, exigiu uma transferência de R$ 3,6 mil por PIX, que não foi realizada. Segundo Geovane, o filho morava sozinho em uma casa alugada em Paciência, na Zona Oeste, há cerca de dois meses, e não tinha problemas com vizinhos. 
"Fui até a casa dele no domingo para procurar e a casa está com tudo no lugar, sem nada revirado. Que eu saiba, ele não tinha problema com ninguém. Eu até conversei com o proprietário, porque a casa é alugada, e não tive nenhuma reclamação", disse o pai, que desde domingo, realiza um mutirão nas redes sociais pedindo informações sobre o paradeiro do jovem. Em uma das publicações, a mulher que supostamente esteve com ele fez contato com Geovane, que agora espera que ela ajude a esclarecer o desaparecimento. 
Apesar de não ter desistido de localizar o filho, Geovane diz acreditar que ele possa estar morto, por causa da violência na região onde ele foi visto pela última vez. "Sendo sincero e realista, porque sabemos a realidade da localidade que ele estava, eu quero só encontrar ele. Quero poder ter ele em meus braços, seja vivo ou, infelizmente, o corpo, para dar uma basta nisso e uma despedida digna", desabafou o pai. 
Vitor Luiz trabalhou por cerca de um mês em uma corretora de imóveis e há uma semana tinha começado um novo emprego como atendente e chapeiro, em uma lanchonete na Gardênia Azul, também na Zona Oeste. "O Vitor é um jovem alegre, que nesses 25 anos que a gente vive junto, não tem nenhum vício, nenhum envolvimento com drogas. É uma pessoa que gosta de estar sempre junto, jogar bola, é alegre, trabalhador, corre atrás para poder trabalhar, aprender novas profissões. É um 'cara' amigo, que está sempre feliz com a vida, sorrindo, difícil encontrar ele fazendo alguma reclamação". 
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 41ª DP (Tanque), no último domingo (15), e encaminhado à Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA). "Diligências estão em andamento para localizá-lo", diz a nota. O Programa Desaparecidos do Disque Denúncia recebe informações pelos telefones (21) 2253-1177 e pelo Whatsapp Desaparecidos (21) 98849-6254. O anonimato é garantido.