Materiais apreendidos durante operação contra gatonet no Complexo do AlemãoReginaldo Pimenta/Agência O DIA
Equipes do DIA registram intenso tiroteio em operação da Polícia Civil contra 'gatonet' do tráfico no Complexo do Alemão, na Zona Norte.
— Jornal O Dia (@jornalodia) June 24, 2025
Crédito: Reginaldo Pimenta/Agência O DIA pic.twitter.com/xyQlwliygl
Como funciona o esquema?
Equipes documentaram em vídeo e fotografias a ação de "operários" destruindo cabos de fibra óptica de provedores legítimos em Jardim Primavera, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os envolvidos estavam vinculados a empresas apontadas como instrumentos do esquema.
Na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, novos flagrantes indicaram que uma empresa estava retirando "concorrentes" à força. Um veículo da organização foi observado em patrulhamento irregular pela região, sempre associado a zonas onde os provedores rivais tinham sido silenciados.
Em outro ponto investigado, foi localizado um depósito contendo equipamentos de rede oriundos de furtos, além de peças automotivas de procedência duvidosa. A análise patrimonial identificou a aquisição de veículos provenientes de leilões de seguradoras, tática comum para dificultar o rastreio e camuflar bens utilizados em crimes.
A estrutura criminosa era composta por divisão clara de tarefas, desde a execução operacional, passando pela logística de sabotagem, até o controle territorial da oferta de internet. Essa configuração se enquadra como organização criminosa, além dos crimes de interrupção ou perturbação de serviço de telecomunicações, receptação e lavagem de dinheiro.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o controle criminoso sobre a infraestrutura de internet em comunidades fere o direito fundamental à comunicação, ao acesso à informação e à cidadania digital. “Ao impedir a atuação de empresas legítimas, o crime exclui populações inteiras de serviços básicos de conectividade, essenciais para estudo, trabalho, acesso a serviços públicos e liberdade de expressão”.
Além disso, ao eliminar as empresas legalizadas à força, esse modelo distorce o mercado, aumenta os preços e submete os moradores a serviços precários e sem qualquer regulação ou proteção legal, favorecendo o lucro de facções criminosas e a perpetuação de sua influência territorial.
A ação é realizada por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e da 21ª DP (Bonsucesso) com o apoio da da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).























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