Juliana Marins compartilhou fotos das suas viagens pela Ásia nas redes sociaisReprodução / Redes Sociais

Rio - Moradora de Niterói, na Região Metropolitana, e apaixonada por viagens, a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta nesta terça-feira (24) após cair em uma trilha na Indonésia, estava há cinco meses fazendo um "mochilão" pela Ásia.
No dia 29 de março, a jovem postou fotos de uma viagem pela Filipinas. Na ocasião, ela escreveu que havia passado 36 dias que tinha deixado o Brasil sozinha para viver o sonho. As imagens mostram Juliana e seus amigos, os quais conheceu durante o passeio, em diversos pontos turísticos do país.
Além da Filipinas, a publicitária também conheceu a Tailândia - onde viveu cinco dias em um retiro de yoga e outros cinco em um monastério budista - e o Vietnã, definido por ela como o "preferido."
"Minhas emoções esse mês foram como as curvas de Hà Giang [cidade do Vietnã]. A viagem ao Vietnã começou incrível, até que, na próxima curva, tive algumas crises de ansiedade e, logo na virada seguinte, vivi uma das melhores fases dessa aventura. Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente ta acostumado. E tá tudo bem. Nunca me senti tão viva", escreveu nas redes sociais.
A publicitária também compartilhava nas redes sociais imagens dançando e praticando pole dance. Sempre sorridente, Juliana levava a vida, como ela mesmo postou: "devagar e sem muitos planos. Improvisando e deixando a vida acontecer."
Atualmente, Juliana estava conhecendo a Indonésia. A niteroiense fazia uma trilha, por meio da empresa de turismo Ryan Tour, pelo vulcão Rinjani, em Lombok, no momento em que caiu em uma ribanceira, na manhã do último sábado (21). Ela ficaria da última sexta (20) até domingo (22) na região.
O "mochilão" que a jovem fazia consiste em um estilo de viagem em que a pessoa organiza seus próprios roteiros, sem acompanhar uma rotina de excursão.
Formação
A jovem era formada em Publicidade de Propaganda pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ). Ela concluiu o curso em 2021 e chegou a trabalhar com produção de conteúdos digitais em canais de comunicação.
Em nota nas redes sociais, a instituição lamentou a perda: "A ECO se solidariza com a imensa dor da família e amigos."
A mulher também estudou no campus Niterói do Colégio Pedro II. "Fez parte da história do nosso campus como estudante e deixou uma marca de carinho, dedicação e companheirismo entre colegas, professores e servidores. Toda a comunidade do campus lamenta profundamente essa partida", diz o texto da instituição.
O caso
Juliana foi localizada no sábado (21) por turistas espanhóis após cair da trilha no Monte Rinjani. O grupo a avistou e passou a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostram a niteroiense sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar.
Na segunda-feira (23), a publicitária foi encontrada por um drone, já sem sinais vitais aparentes. Por volta das 21h (horário de Brasília), quando na Indonésia já era quase 7h desta terça-feira (24), as buscas pela brasileira retornaram. Segundo a família, Juliana está a uns 650m de distância do local da queda.
Segundo o Parque Nacional do Monte Rinjani, as condições climáticas impediram o uso de helicóptero para o resgate, porém sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontra. No entanto, eles tiveram que montar um acampamento no local ao anoitecer.
Ainda de acordo com a instituição, cerca de 48 pessoas de várias agências estiveram envolvidas nas buscas, com uma rota de evacuação alternativa a ser preparada através do lago Segara Anak caso o terreno íngreme permanecer inacessível.
No momento, equipes seguem no local para resgatar o corpo. A diferença de fuso horário do país para o Brasil é de cerca de 10 horas. Na Indonésia já é noite, o que dificulta a visibilidade.