Um dos presos na operação contra esquema de venda de celulares roubados e furtadosDivulgação/PCERJ

Rio - A Polícia Civil realiza, nesta quarta-feira (25), mais uma fase da "Operação Rastreio". A ação tem como alvos os envolvidos em um esquema para abastecer o mercado informal com celulares furtados e roubados, que eram revendidos por meio de plataformas digitais. Até o momento, dois criminosos foram presos em flagrante.

As diligências para cumprimento de mandados de busca e apreensão ocorrem em endereços residenciais e de estabelecimentos comerciais. Entre os alvos, estão shoppings populares e centros especializados em venda e manutenção de aparelhos celulares, identificados como pontos de revenda de dispositivos subtraídos.


Segundo as investigações das delegacias de Roubos e Furtos (DRF) e de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), muitos dos aparelhos subtraídos eram ofertados com nota fiscal — ainda que não correspondesse à origem real do produto — para conferir aparência de legalidade à transação, embora em outros casos a revenda fosse feita sem qualquer documento ou garantia. A operação visa a interromper o ciclo de escoamento e comercialização dos produtos furtados ou roubados, enfraquecendo a base econômica de sustentação dessas práticas criminosas.

Recuperação de aparelhos

A "Operação Rastreio" teve início no último dia 3 de maio e já resultou em mais de 800 aparelhos recuperados, que serão analisados e restituídos aos legítimos proprietários. Mais de 60 envolvidos já foram presos.

A Polícia Civil promove ainda, nesta semana, uma iniciativa para recuperação de aparelhos produtos de crimes. Os usuários de mais de 3 mil celulares identificados ao longo de investigações receberam uma intimação para entregar os dispositivos nas delegacias, em um prazo de 72 horas. Quem não realizar a devolução voluntária será responsabilizado criminalmente por receptação.