Pai de Juliana Marins fala sobre a saudade que sente da filhaReprodução / Instagram
'Continuo aqui para você', escreve pai de Juliana Marins em homenagem nas redes sociais
Manoel Marins contou sobre o amor da filha por viagens. Juliana morreu após cair em uma trilha na Indonésia
Rio - O pai da publicitária Juliana Marins publicou, na noite deste sábado (28), uma homenagem para a filha, que morreu após cair em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Nas redes sociais, Manoel Marins escreveu sobre o amor de Juliana por viagens.
"Sempre gostamos muito de viajar. Desde cedo, mesmo antes das meninas nascerem, eu e Estela já botávamos os pés na Estrada. Quando elas nasceram, continuamos a realizar as viagens. Visitamos todas as capitais do Nordeste do Brasil, além de outros lugares turísticos, como Gramado, Jalapão, Lençóis Maranhenses e Bonito. Procurávamos sempre os hotéis mais baratos, comíamos em fast foods, porque o importante era estarmos juntos", contou Manoel.
"Viajamos para o exterior e lembro das lágrimas de emoção da Juju ao visitar o Castelo de São Jorge, em Lisboa. Da sua alegria quando fomos à Catedral de Notre Dame e à Praça de São Pedro. Sempre juntos, sempre unidos, sempre sorridentes. Realizamos turismo de aventura, turismo cultural, turismo histórico. Sempre unidos, sempre juntos. Juliana herdou de nós essa vontade de viver, de ser, de experimentar e não apenas de existir. Como dizia Belchior, viver é melhor que sonhar. E viver intensamente é melhor ainda. Minha menina, em seus poucos 26 anos de vida, viveu mais do que muitos com o dobro ou o triplo da sua idade. Ju, lembrarei sempre do teu sorriso, das tuas tiradas espirituosas, do teu carinho. E, como sempre te disse, continuo aqui para você", concluiu.
Juliana caiu na trilha do Monte Rinjani no dia 21. No mesmo dia, a publicitária foi encontrada por turistas espanhóis, que passaram a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostraram a vítima sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar.
Na segunda-feira (23), a niteroiense foi localizada novamente por um drone, já sem movimentos, indicando falta de sinais vitais, depois de descer ainda mais no penhasco. De acordo com a família, o corpo estava a cerca de 650m de distância do local da primeira queda quando o resgate foi realizado nesta quarta-feira (25).
A publicitária estava na Indonésia em uma viagem conhecida como "mochilão". O turismo havia começado há cinco meses e incluiu outros países da Ásia, como Filipinas, Tailândia e Vietnã.
A autópsia realizada na Indonésia revelou que a morte aconteceu 20 minutos depois do trauma provocado por uma das quedas. Os ferimentos causaram danos a órgãos internos e hemorragia. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (27), no Hospital Geral Regional Bali Mandara.
De acordo com o médico-legista Ida Bagus Putu Alit, o impacto causou sangramento na cavidade torácica, além de fraturas pelo corpo. O especialista ainda acrescentou que não havia sinais de hipotermia, pois não havia ferimentos provocados pela condição, como lesões nas pontas dos dedos.
Juliana pode ter morrido dias depois da primeira queda. Ainda segundo Alit, em entrevista à rede de TV BBC Indonésia, a morte teria ocorrido na quarta-feira (25), entre 1h e 13h no horário local - equivalente a entre 14h de terça-feira (24) e 2h da madrugada de quarta no horário de Brasília. A estimativa foi feita com base nas condições do corpo, removido do local no mesmo dia.
Apesar disso, o especialista afirmou que é difícil determinar com precisão o momento exato da morte, já que fatores como a forma de transporte do corpo e as condições climáticas locais podem interferir nas análises.
Em uma postagem na desta sexta-feira (27), Mariana Marins, irmã da publicitária, criticou a forma como a família recebeu as informações sobre o laudo da morte da jovem. Ela relatou que o médico legista realizou uma coletiva de imprensa antes de conversar com os familiares.
"Foi outro caos, outro absurdo. Minha família foi chamada no hospital para poder receber o laudo, porém, antes que eles tivessem acesso a esse laudo, o médico legista achou de bom tom fazer uma coletiva de imprensa para falar para todo mundo que estava dando o laudo em vez de falar para família antes. É absurdo atrás de absurdo e não acaba mais", desabafou.



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