Juliana Marins morreu após cair em trilha na IndonésiaReprodução/Redes Sociais
Irmã critica forma de divulgação do laudo da morte de Juliana Marins: 'Absurdo'
Mariana Marins contou que médico legista realizou uma coletiva de imprensa antes de informar a família
Rio - A irmã da publicitária Juliana Marins criticou a forma como a família recebeu as informações sobre o laudo da morte da jovem, que caiu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. Em publicação na noite desta sexta-feira (27), Mariana Marins relatou que o médico legista realizou uma coletiva de imprensa antes de conversar com a família da vítima.
"Foi outro caos, outro absurdo. Minha família foi chamada no hospital para poder receber o laudo, porém, antes que eles tivessem acesso a esse laudo, o médico legista achou de bom tom fazer uma coletiva de imprensa para falar para todo mundo que estava dando o laudo em vez de falar para família antes. É absurdo atrás de absurdo e não acaba mais", desabafou Mariana.
Ainda durante o vídeo, a irmã ressaltou que a Prefeitura de Niterói vai pagar o translado do corpo de Juliana para o Brasil.
Durante a coletiva de imprensa, Ida Bagus Alit, médico legista responsável pela autópsia, apontou que Juliana pode ter morrido dias após a queda. A informação contraria a versão oficial da agência de resgate do país.
Segundo Alit, em entrevista à rede de TV BBC Indonésia, a morte teria ocorrido na quarta-feira (25), entre 1h e 13h no horário local — o que equivale a entre 14h de terça-feira (24) e 2h da madrugada de quarta no horário de Brasília. A estimativa foi feita com base nas condições do corpo, removido do local no mesmo dia.
Juliana caiu no sábado (21) enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, segundo maior vulcão da Indonésia, localizado na ilha de Lombok. De acordo com Alit, os ferimentos indicam que ela sobreviveu por, pelo menos, quatro dias após a queda.
O laudo aponta trauma contundente como causa da morte, com múltiplas fraturas e hemorragia interna. O corpo apresentava lesões no tórax, ombro, coluna e perna.
Apesar disso, o especialista afirmou que é difícil determinar com precisão o momento exato da morte, já que fatores como a forma de transporte do corpo e as condições climáticas locais podem interferir nas análises.
A investigação segue em andamento e as autoridades brasileiras acompanham o caso junto ao governo indonésio.
Vaquinha para alpinista
A vaquinha online criada por brasileiros para ajudar o alpinista Agam Rinjani, que resgatou o corpo da publicitária Juliana Marins na Indonésia, chegou a R$ 500 mil na tarde desta sexta-feira. A iniciativa, que tem autorização do próprio montanhista, tem apenas um dia de divulgação.
Agam, tratado como "herói" por internautas, ganhou popularidade no Brasil ao compartilhar, em tempo real, a operação de resgate nas redes sociais. Seu perfil já ultrapassa 1,5 milhão de seguidores.
Com vasta experiência na região, ele contou que passou a noite à beira de um penhasco, a cerca de 590 metros do cume da montanha, ao lado do corpo da publicitária, para esperar o içamento e não deixar o cadáver descer mais. Para evitar uma queda, o profissional utilizou âncoras de segurança. Segundo o alpinista, sem o equipamento, ele poderia ter deslizado mais 300 metros.

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