Fala do prefeito do Rio ocorreu durante coletiva de imprensa no CORReginaldo Pimenta/Agência O Dia
"O Jaé está aberto há muito tempo. Há 60 dias anunciamos os prazos para gratuidade. A gente teve um início mais confuso até porque não fazíamos ideia do número de cartões e da gratuidade, pois a Riocard não informa. Para mim, quem defende o Riocard é mafioso. Pronto, pode me processar", criticou o prefeito.
A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre a expansão da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas).
Paes também declarou que não há previsão para integração entre os cartões do Jaé e Riocard, já que não houve resposta para as tentativas feitas pela prefeitura. Atualmente, falta menos de um mês para a nova etapa da transição dos sistemas.
"Em reiteradas oportunidades, há mais de dois anos, a Prefeitura do Rio tem solicitado ao Governo do Estado que comande ao seu concessionário, a Riocard, que, repito, cujos donos são máfia das empresas de ônibus, que simplesmente integre os sistemas. É um botão para apertar, simples assim”, afirmou.
O prefeito afirmou que os atrasos na implementação são causados pela cultura carioca de deixar tudo para a última hora, além de uma falta de informação sobre o número real de usuários de transportes públicos por parte da Riocard. Paes reiterou que não vai retroceder no processo de implementação.
"A gente está falando de uma operação de três milhões de pessoas mudando o seu cartão, não se faz sem nenhum tipo de problema, sem nenhum tipo de transtorno. São problemas que vamos adaptando. É fundamental que as pessoas não paguem para ver, é importante tirar o cartão que temos hoje", explicou.
A previsão é de que, até o final do ano, os ônibus municipais sigam com leitores da Riocard e do Jaé, por causa do Bilhete único Municipal e de pessoas de outros municípios que transitam pela cidade. A obrigatoriedade do Jaé para o público em geral passa a ser demandada a partir do dia 2 de agosto.
"A própria Prefeitura estabeleceu no edital de licitação da nova bilhetagem que o cadastramento e a emissão das gratuidades seria responsabilidade da nova concessionária, que assinou contrato com o governo municipal em dezembro de 2022. Assim, cabia à administração municipal exigir da empresa operadora do Jaé o cumprimento das suas determinações. Não é mais razoável a Prefeitura culpar a Riocard pelos transtornos causados à população considerando que o período de transição entre os dois sistemas se arrasta há mais de dois anos e meio e tem sido marcado por seguidos descumprimentos de contrato e adiamentos do início da operação por Incapacidade técnica da empresa responsável pela nova bilhetagem da cidade do Rio", diz restante do pronunciamento.

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