Obatalá, Ifé, Nigéria, 1949/1953. Foto de Pierre Verger é um dos destaques da exposiçãoPierre Verger

Está em cartaz na Caixa Cultural, no Centro do Rio, a exposição "Entre o Aiyê e o Orun", que exalta os mitos da criação do mundo presentes nas religiões de matriz africana. Com entrada franca, a mostra pode ser visitada até 26 de outubro. 
Reunindo obras de 14 artistas em diferentes suportes, entre pinturas, desenhos, esculturas e fotografias, a exposição valoriza a produção artística afro-brasileira e destaca narrativas frequentemente invisibilizadas na história da arte nacional. 
Os trabalhos dialogam com a cosmologia de religiões do candomblé, homenageando Exu, mensageiro entre os mundos; Oxalá, considerado o pai da humanidade; e Oduduwa, figura mítica da criação do mundo na tradição iorubá.
"'Entre o Aiyê e o Orun' pode ser vista como uma iniciativa que pretende fomentar e construir novas narrativas num viés menos eurocêntrico da história da arte, saudando nossa ancestralidade e a relação desta com identidade, mestiçagem, religiosidade, abarcando questões relacionadas à presença e à importância do negro no Brasil", explica a curadora Thais Darzé. 
A mostra contempla expoentes das artes plásticas, como Agnaldo dos Santos (1926-1962), Carybé (1911-1997), Emanoel Araújo (1940-2022), Jayme Figura (1959-2023), Mario Cravo Jr. (1923-2018), Mario Cravo Neto (1947-2009), Mestre Didi (1917-2013), Pierre Verger (1902-1996), Rubem Valentim (1922-1991), Ayrson Heráclito, Caetano Dias, J. Cunha, José Adário e Nadia Taquary.
A Caixa Cultural, que fica na Rua do Passeio, 38, no Centro, funciona de terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 11h às 18h. A classificação é livre.