Prisão foi realizada pela Polícia Federal em NilópolisDivulgação
Funcionário da Caixa é preso por suspeita de integrar grupo que causou prejuízo de R$ 3 milhões
Quadrilha atua com fraude a benefícios previdenciários e assistenciais
Rio - Um funcionário da Caixa foi preso, nesta quinta-feira (14), em Nilópolis, na Baixada Fluminense, por suspeita de integrar uma quadrilha especializada em fraude a benefícios previdenciários e assistenciais. O homem era um dos alvos da Operação Recupera, que identificou um prejuízo superior a R$ 3 milhões aos cofres públicos.
Segundo a Polícia Federal, o investigado havia sido flagrado por câmeras de segurança realizando saques, de forma repetida, na própria agência onde atuava. A PF explicou que há indícios de que ele inseriu dados falsos no sistema informatizado da Caixa e liberou cartões de débito em pelo menos cinco ocasiões distintas, para benefício da quadrilha.
O suspeito, que estava com mandado de prisão preventiva em aberto, responderá pela prática dos crimes de organização criminosa e peculato eletrônico.
Prejuízo de R$ 3 milhões
A PF realizou, com apoio da Caixa e do Ministério Público Federal (MPF), a Operação Recupera, nesta quarta-feira (13). A ação cumpriu mandados de busca e apreensão no Méier e Cavalcanti, na Zona Norte, e em Nilópolis e Itaboraí, na Baixada Fluminense e Região Metropolitana, respectivamente.
De acordo com as investigações, as fraudes começaram em 2018, com a concessão indevida de benefícios assistenciais e previdenciários, com inserção de dados falsos nos sistemas informatizados do banco e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A PF descobriu que quatro ex-servidores fizeram comprovações de vida fraudulentas de pessoas fictícias ou já falecidas, emitiram segundas vias de cartões de beneficiários inexistentes e autorizaram pagamentos irregulares. Eles ainda usaram documentos adulterados para habilitar benefícios e atuaram de forma sincronizada na inserção de dados falsos.
A Caixa instaurou procedimento disciplinar que levou à demissão dos envolvidos e na identificação de condutas ilícitas articuladas entre os autores, que já tinham antecedentes relacionados à concessão indevida de benefícios. Mesmo após a demissão, em 2022, os suspeitos continuaram com o esquema, delegando a terceiros o saque mensal de ao menos 17 benefícios fraudulentos ainda ativos.
Em nota, a Caixa informou que quando identificado indícios de ilícitos, "atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem tais ocorrências". O banco destacou ainda que "aperfeiçoa, continuamente, os critérios de segurança de acesso aos seus aplicativos e movimentações financeiras, acompanhando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias ao observar a maneira de operar de fraudadores e golpistas, e monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos". Informações de segurança podem ser consultadas no site da instituição.

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