Rio - A Polícia Civil investiga se um miliciano foi o autor dos disparos que mataram Andressa de Almeida Rosa Cezário, de 24 anos, em Vilar Guanabara, em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio. O sepultamento da jovem aconteceu no fim da manhã desta quarta-feira (20), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.
Andressa Almeida foi baleada na localidade Vilar GuanabaraReprodução / Redes Sociais
Segundo familiares e amigos, o suspeito teria discutido com Andressa durante uma festa, na madrugada de segunda-feira (18). O desentendimento terminou com a jovem baleada. Ela foi encontrada atrás de um carro, socorrida e levada ao Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos.
Conforme apurado pela reportagem, Andressa vivia um relacionamento abusivo com o miliciano, marcado por agressões físicas e verbais. Insatisfeita com a relação, ela já havia tentado se separar dele.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Até o momento, ninguém foi preso.
Caso semelhante
Outro crime contra a mulher está sendo investigado pela Polícia Civil. Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi agredida e estuprada durante um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio, na madrugada de domingo (17).
De acordo com a família, a jovem foi espancada por traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) após se recusar a ter relações sexuais com o criminoso Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel. A vítima e o suspeito também já haviam se relacionado antes.
Rio concentra 7,2% dos feminicídios registrados no Brasil
A 19ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no último dia 24 de julho, mostra que o Brasil teve 1.492 vítimas de feminicídio em 2024. O número é o maior já registrado desde 2015, quando a legislação que tipifica o crime entrou em vigor.
No recorte do estado do Rio de Janeiro, os dados também revelam um cenário preocupante. Foram 107 feminicídios em 2024, contra 99 no ano anterior, um aumento de 8%. Esse número representa 7,2% de todos os feminicídios ocorridos no país no ano passado.
Como denunciar
Entre os canais disponíveis para denúncias de violência contra a mulher, estão:
Serviço 190 e o Aplicativo Rede Mulher da Secretaria de Estado de Polícia Militar;
Disque 180: canal do Governo Federal para denúncias e orientações;
Disque 100 - Cidadania e Direitos Humanos: canal de denúncias, reclamações e orientações que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana ( Telefone: 0800-023-4567 / WhatsApp: (21) 97706-2831);
Disque Denúncia: registra denúncias 24 horas por dia e sete dias por semana, por meio dos telefones: (21) 2253-1177 (Região Metropolitana) e 0300-253-1177 (nas demais regiões com custo de ligação local);
Ouvidoria do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ): atende denúncias e pedidos de informação de segunda a sexta-feira (dias úteis), de 9h às 18h (telefones 127 – capital e (21) 3883-4600 – demais localidades);
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