'Pijamão' inflável do Getúlio Vargas estava exposto no pátio do Palácio do CateteReprodução / Redes sociais

Rio - O Museu da República divulgou, nesta sexta-feira (22), que retirou o "pijamão" inflável do Getúlio Vargas que estava exposto no pátio interno do palácio, localizado no Catete, na Zona Sul do Rio. A peça retratava o traje que o ex-presidente vestia no momento de sua morte e gerou críticas nas redes sociais.
Em nota, o Museu da República afirmou que a réplica do pijama havia sido colocado no espaço como teste para a viabilização técnica de seu uso, gerando "ruídos e informações desencontradas". De acordo com a instituição, a peça é uma obra da artista Clarissa Campello em parceria com Leidiane Carvalho e foi premiada pelo concurso "Interferências Urbanas 2008", com apoio cultural do Oi Futuro.
"Nesta semana, os testes para a viabilização técnica de seu uso, no pátio interno do Palácio do Catete, geraram repercussão e consequentemente interesse da mídia, criando, no entanto, ruídos e informações desencontradas, precipitadamente divulgadas, acerca do trâmite para liberação da instalação junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Informamos que não houve nenhuma notificação do Iphan sobre a instalação", comunicou.
Por fim, o museu ressaltou que a direção optou por não expor a peça por causa das limitações técnicas referentes à ventilação e sustentação da obra.
Exposição
No âmbito do 71º aniversário do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, a Comissão de Exposições do Museu da República, composta por técnicos servidores, propôs destacar no espaço museográfico do Palácio do Catete alguns itens do acervo ligados a ele. Com o chamado "Quarto de Getúlio", temporariamente fechado ao público, optou-se por expor no andar térreo o pijama original utilizado pelo ex-presidente no dia de sua morte, juntamente com sua máscara mortuária, produzida pelo escultor Flory Gama a pedido da família Vargas.