Moysés Santana, delegado da DRE, e Marcelo Cobalte, comandante do Bope, falam sobre operaçãoReginaldo Pimenta / Agência O Dia
Traficantes que foram mortos na operação em Senador Camará fizeram pastor e criança reféns
Criminosos eram membros do Terceiro Comando Puro (TCP) e tentavam se esconder da polícia
Rio - Seis criminosos foram mortos depois de manter um pastor e uma criança como reféns em uma casa em Senador Camará, na Zona Oeste, na tarde desta quinta-feira (4). De acordo com a Polícia Civil, os agentes foram recebidos a tiros ao chegarem no imóvel. Houve confronto e os suspeitos morreram no local. As vítimas foram liberadas em segurança.
Os traficantes envolvidos no sequestro são ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e tentavam escapar de uma operação conjunta das polícias Civil e Militar em Senador Camará e Vila Aliança. A ação teve seis suspeitos mortos e quatro fuzis apreendidos. Outros dois suspeitos foram presos ao tentar sequestrar ônibus na Estrada do Taquaral. A Civil havia informado inicialmente que oito pessoas haviam morrido, mas depois corrigiu o número para seis.
Policiais fizeram buscas por criminosos acusados de envolvimento na morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, brutalmente espancada após sair de um baile funk na comunidade da Coreia. Entre os procurados estava Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, apontado como chefe do tráfico na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte, e membro do TCP. Ele é considerado o mandante do crime contra a jovem.
Investigações descobriram que Bruno está escondido em Senador Camará. De acordo com o delegado Moysés Santana, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), traficantes adotaram medidas para proteger a liderança da facção, como o sequestro de, ao menos, seis ônibus.
Participaram da operação a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (Ssinte), a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar (SSI), a DRE, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e o Bope.



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