Bruno Santos morreu após ser intoxicado por ácido peracéticoReprodução / Redes Sociais
Bruno foi internado em estado gravíssimo depois de uma sessão de hemodiálise na Clínica Nice Diálise, unidade particular credenciada para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em São Gonçalo, na Região Metropolitana, em 20 de agosto.
A vítima sofria com uma doença renal crônica e passava por sessões de hemodiálise regularmente. Segundo a família, em um desses procedimentos, uma técnica de enfermagem teria administrado ácido peracético.
Inicialmente, agentes da 72ª DP (São Gonçalo) investigavam o caso como intoxicação, mas com a morte de Bruno, a Polícia Civil mudou a tipificação do crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
De acordo com o delegado titular da distrital, Fábio Luiz da Silva, as testemunhas vão continuar sendo ouvidas após o falecimento.
Clínica vai arcar com custos do enterro
A Clínica Nice Diálise, responsável pela intoxicação de Bruno, vai arcar com os custos do sepultamento. A informação foi confirmada pela irmã da vítima, Vitória Rodrigues.
Antes da clínica entrar em contato com a família, eles tinham iniciado uma vaquinha online para arrecadar o quantitativo necessário para o enterro. De acordo com Vitória, o link foi encerrado e o dinheiro será devolvido.
"A gente ficou meio perdido em questão de dinheiro e tudo mais, mas a clínica se prontificou a fazer o pagamento do velório do meu irmão. Então eu vou tirar as fotos, vou pedir para os jornais tirarem também, para poder encerrar [a vaquinha] e vou devolver o dinheiro do pessoal", explicou.
Relembre o caso
Bruno deu entrada na Clínica Nice Diálise para mais uma sessão de hemodiálise, em 20 de agosto, pois sofria com uma doença renal crônica.
Após o erro de uma técnica de enfermagem, de acordo com Vitória, houve um tumulto na clínica, com médicos e enfermeiros apreensivos. Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no estabelecimento no dia do procedimento. O pai e a mãe do paciente aguardavam na recepção e assistiram a correria, mas eles não teriam sido avisados que se tratava do filho.
"Minha mãe disse que só descobriu que era o meu irmão que estava naquela situação porque levantou da cadeira de acompanhante e foi lá fora ver quem estava em cima da maca. Ninguém falou para ela. Minha mãe viu meu irmão desmaiado, inconsciente, com inchaço e com sangramentos", destacou Vitória.
Posteriormente, Bruno foi transferido para o Pronto Socorro Central, no bairro Zé Garoto, na mesma cidade, onde permaneceu internado, em coma e em estado gravíssimo, por 19 dias.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.