Prisão foi realizada por agentes da DracoReprodução

Rio - Taísis da Silva de Brito, suspeita de integrar uma quadrilha especializada em agiotagem e lavagem de dinheiro, foi presa, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Uma das vítimas teve um prejuízo estimado em R$ 400 mil.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), o grupo age mediante intimidação e violência, realizando os empréstimos ilegais e, em seguida, exigindo valores abusivos das vítimas.
Um dos casos investigados envolve um idoso de 70 anos, que foi extorquido em, aproximadamente, R$ 400 mil após o filho contrair uma dívida com o grupo.
A Polícia Civil informou que Taísis esteve na residência do idoso na última sexta-feira (12) e ameaçou colocar fogo no imóvel caso não fosse entregue mais dinheiro. Diante disso, a Draco pediu a prisão da suspeita, que foi aceita pelo juiz Orlando Eliazaro Feitosa, do Plantão Judiciário da Capital, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ). Ela foi detida no último sábado (13).
"[A vítima] narrou que as investidas da investigada vêm ocorrendo desde o mês de maio e se intensificaram nos últimos dias. Pelo que se percebe das narrativas, ele vem sendo constrangido, mediante grave ameaça a entregar quantias em dinheiro em favor de agiotas, sendo Taisis a responsável pelas cobranças. Assim, entendo patente a materialidade e a existência de indícios suficientes de autoria. Além disto, a prisão é necessária para evitar a reiteração criminosa, considerando que a representada de forma insistente e continuada vem constrangendo a vítima, o que nitidamente prejudica a investigação", escreveu o magistrado.
A mulher é investigada pelos crimes de extorsão, usura pecuniária, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Draco segue em busca de identificar e prender os demais membros da quadrilha.