Valessa Nascimento Válido da Conceição já havia prestado queixa contra o réu antes da morteReprodução/Redes Sociais
Acusado por feminícidio de advogada em Búzios será julgado nesta terça-feira
Bruno Rodrigues Delatorre ateou fogo na casa de Valessa Nascimento Válido da Conceição por não aceitar o fim do relacionamento
Rio - A Justiça do Rio vai julgar, nesta terça-feira (16), Bruno Rodrigues Delatorre pela morte da namorada, Valessa Nascimento Válido da Conceição, de 44 anos. O caso aconteceu em 2023, quando o réu ateou fogo na casa onde a advogada morava, em Armação dos Búzios, Região dos Lagos. O crime teria ocorrido porque a mulher tentou terminar o relacionamento com o acusado.
A sessão terá início na 2ª Vara de Búzios, a partir das 10h. Familiares e amigos esperam que Bruno seja condenado pelo feminicídio. A mãe da advogada, Sandra Nascimento, afirmou que tem vivido "em estado de desespero" desde a morte da filha. "Desejaria que ele pegasse a pena máxima e que o Senhor Jesus desse a ele tudo o que ele merece. Mesmo sabendo que eu nunca mais vou poder abraçar e beijar minha filha adorada", desabafou.
Amigo da família, o advogado Marco Aurélio Lucas diz que a expectativa é pela pena máxima. "A família não espera nada menos que isso. Ela tinha 44 anos, muito jovem, uma profissão bonita, profissional competente e uma filha e irmã amada", declarou. O crime aconteceu em 31 de outubro de 2023, quando o corpo de Valessa foi encontrado no quarto da casa onde morava, no bairro da Rasa. A residência foi atingida por um incêndio na manhã do crime e o principal suspeito era Bruno, que acabou preso cerca de uma semana depois, quando planejava fugir da cidade.
A mãe lembra que conversou com a advogado um dia antes e notou que ela estava triste, mas não quis revelar o motivo. Sandra conta que o acusado já havia agredido a vítima, que chegou a prestar queixa contra ele. Entretanto, eles voltaram a se relacionar, após chantagens e, além da família, amigas de Valessa também pediam para que ela terminasse, já que além de agressivo, Bruno teria a roubado para comprar drogas. Três dias antes da morte, a advogado teria comentado com uma professora da academia ter decidido por fim ao namoro, mas acabou sendo assassinada.
"O relacionamento era violento, era conturbado, confirmado por amigos, por um professor de Educação Física da academia da Valessa. Era uma relação bastante conturbada, que tinha tudo para, lamentavelmente, não dar certo, só que ninguém esperava que acontecesse o que aconteceu", relatou o amigo da família. "A Valessa era uma pessoa educada, carinhosa, atenciosa, amável. Como advogada, ela foi se consolidando, inclusive com atuação em associação de mulheres. Ela atuava na cidade e tinha uma atuação exemplar, era conhecida no meio jurídico", completou Marco Aurélio.

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