Uma câmera flagrou pessoas com camisas da TJF agredindo vascaínos em um bar de Copacabana em 31 de agostoReprodução / TV Globo

Rio – O Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos decidiu, nesta terça-feira (16), pela suspensão da Torcida Jovem do Flamengo (TJF) de qualquer evento esportivo no país por dois anos. A determinação vale para todos os integrantes e associados.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que a medida tem base em informações do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe) sobre o envolvimento de pessoas com uniformes da TJF em diversos tumultos ocorridos no último dia 31 de agosto, incluindo roubos, invasões a ônibus e estações de trem e agressões a torcedores do Vasco em um bar de Copacabana, na Zona Sul.
A nova suspensão é um desdobramento de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em 2015 devido a uma sucessão de atos de violência e desordem protagonizados por membros da torcida organizada. Em 2021, inclusive, a TJF já havia sido proibida de comparecer a arenas esportivas, por três anos, pelos mesmos motivos.
Já em 28 de agosto, o MPRJ firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a TJF a fim de “estabelecer compromissos de comportamento e regras para o retorno gradativo da torcida aos estádios”. O documento permitiu que a TJF voltasse aos eventos esportivos.
Com os episódios do último dia 31, porém, o Juizado, além da nova suspensão por dois anos, optou ainda por não homologar o TAC. “Assim sendo, deixo de homologar ao Termo de Ajustamento de Conduta entabulado pela Torcida Jovem do Flamengo e, nos termos da sentença transitada em julgado... fixo o prazo de 2 (dois) anos de afastamento da Torcida Jovem do Flamengo, assim como seus associados ou membros, de comparecerem a qualquer evento esportivo (de qualquer time de futebol) a contar desta data”, aponta a decisão.
A Justiça também determinou que o Bepe encaminhe ofícios sobre casos recentes de morte e lesões graves envolvendo as torcidas Força Jovem do Vasco e Fúria e Jovem do Botafogo. Os documentos serão analisados pelo MPRJ.
A reportagem tentou contato com a defesa da TJF, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue disponível.