Rio - O Disque Denúncia divulgou, nesta quarta-feira (17), um cartaz de procurado para ajudar nas buscas pelo criminoso Bruno da Silva Loureiro, vulgo “Coronel”, de 43 anos. Ele é apontado como chefe do tráfico de drogas da Favela do Muquiço, em Deodoro, na Zona Oeste, e um dos envolvidos na morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, estuprada e brutalmente espancada, após um baile funk em Senador Camará, também na Zona Oeste.
O “Coronel” é considerado pelo sistema penitenciário como Altíssima Periculosidade. Ele é membro da facção Terceiro Comando Puro (TCP), e acumula uma longa ficha criminal, por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal. Atualmente, se encontra em liberdade, após sair da prisão em agosto de 2017. Contra ele, há 12 mandados de prisão pendentes de cumprimento.
Segundo a polícia, Bruno também teria sido um dos responsáveis por ordenar o desaparecimento de vítimas e subtração de cadáver. Apontado como figura violenta e de grande influência dentro da facção, “Coronel” é descrito como alguém que usa a força para impor medo na comunidade.
Um dos últimos mandados de prisão preventiva contra Bruno foi em junho do ano passado, por homicídio e organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o criminoso e mais dois traficantes por participação em uma chacina que aconteceu em março de 2021 no Parque de Madureira, na Zona Norte. Segundo a denúncia, eles efetuaram disparos de arma de fogo contra cinco pessoas durante uma partida de futebol.
Polícia pede prisão preventiva pela morte de Sther
Investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), apontam que a jovem foi sequestrada pelos outros dois indiciados, a mando de “Coronel”, por volta das 22h, no dia 17 de agosto, depois de sair de um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará.
Sther foi levada à força para uma casa dentro da comunidade do Muquiço, onde passou a madrugada sendo espancada pelos dois indiciados. O crime teria acontecido depois da jovem não querer mais se relacionar com “Coronel”.
Com medo de uma iminente morte, os criminosos colocaram a vítima, desfalecida, no banco de trás de um carro dirigido por “Debochado”, com “Dodô” como carona, e deixaram a jovem na porta de casa, na Vila Aliança. Ela chegou a ser encaminhada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu.
O laudo médico aponta que a jovem morreu por hemorragia subaracnóidea (vaso sanguíneo inchado que se rompe no cérebro), traumatismo crânio encefálico e politrauma (quando a vítima apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, provocadas por violência intensa). Segundo familiares, a violência foi tanta que a família precisou pagar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da vítima, para poder ser enterrada.
“Coronel” costumava se esconder no Complexo da Maré, na Zona Norte. Segundo informações recebidas pelo Disque Denúncia, ele chegou a se esconder na Vila Aliança, mas isso causou insatisfação ao traficante Rafael Alves, o “Peixe”, e ainda indicou que outros chefes do tráfico de drogas do TCP, não estariam querendo a presença de “Coronel” em seus locais, já que a presença dele faria com que a polícia fizesse constantes operações para prender o traficante.
A DHC solicita informações sobre a localização dos indiciados e a identificação de “Debochado”. Quem tiver detalhes sobre o caso, pode entrar em contato, com anonimato garantido, pelos seguintes canais de atendimento do Disque Denúncia:
Central de atendimento/Call Center: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177 WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa) Aplicativo: Disque Denúncia RJ
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