Publicado 15/09/2025 09:29
Rio - O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) realiza, nesta segunda-feira (15), uma audiência de instrução e julgamento para ouvir as acusadas pela morte do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond. O crime aconteceu em maio de 2024, quando a vítima comeu um brigadeirão envenenado pela namorada, a psicóloga Júlia Andrade Cathermol Pimenta. O crime foi premeditado pela cigana Suyany Breschak. As duas estão presas desde o ano passado.
PublicidadeA sessão está prevista para ter início às 14h, na 4ª Vara Criminal da Capital. Além dos interrogatórias das acusadas, também serão ouvidas testemunhas. A última audiência do caso ocorreu em junho, quando houve depoimentos de amigos da vítima, um perito da Polícia Civil e um ex-namorado de Júlia. A mãe e o padrastro dela também estavam presentes, mas preferiram não falar. Em maio, outras nove pessoas já haviam sido ouvidas.
No inicio de abril, a primeira audiência do caso foi interrompida porque as rés não compareceram ao Tribunal de Justiça. Na ocasião, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) citou um atraso na chegada de Júlia e Suyany, que já estavam no prédio do TJRJ quando a audiência foi suspensa. O motivo da chegada além do horário não foi explicado. Na sessão, somente o delegado Marcos André Buss, então titular da delegacia que investigou o caso, foi o único a depor.
Relembre o caso
Segundo as investigações da Polícia Civil, Luiz Marcelo morreu envenenado após comer um brigadeirão feito por Júlia, sua namorada. A apuração da 25ª DP (Engenho Novo) identificou que o crime teve motivação financeira, já que a acusada tinha uma dívida de R$ 600 mil com a cigana Suyany Breschak, por trabalhos espirituais.
A investigação apontou que Júlia deu um brigadeirão com 50 comprimidos moídos de Dimorf de 30mg, um remédio controlado, para o homem. Imagens do circuito interno de segurança do prédio onde o empresário morava, no Engenho Novo, Zona Norte, mostram, no dia 17 de maio, ele sonolento ao conversar com a namorada, o que para a polícia significou que ele já tinha sido envenenado. Exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a presença de morfina e outras substâncias no corpo da vítima.
A polícia apontou ainda que Suyany, considerada a mandante do crime, foi beneficiária de todos os bens furtados do empresário e recebeu o carro dele como parte do pagamento da dívida. O veículo da vítima foi encontrado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após ter sido vendido por R$ 75 mil, e recuperado, junto com outros bens. O homem que dirigia o veículo foi preso por receptação. Com ele, os agentes localizaram o celular e o computador da vítima.
Júlia, que está presa desde o dia 5 de junho, responde pelos crimes de homicídio por motivo torpe com emprego de veneno e com uso de traição ou emboscada, por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e uso de documento falso. Ela também foi indiciada por se apropriar dos bens do empresário e por vender suar armas.
Suyany, presa desde o dia 28 de maio, responde pelos mesmos crimes da psicóloga, menos o uso de documentos falsos. Considerada a mandante do assassinato, a cigana teria instruído Júlia a ministrar o medicamento, além de ter descoberto como adquirir os comprimidos inseridos no brigadeirão.
A polícia apontou ainda que Suyany, considerada a mandante do crime, foi beneficiária de todos os bens furtados do empresário e recebeu o carro dele como parte do pagamento da dívida. O veículo da vítima foi encontrado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após ter sido vendido por R$ 75 mil, e recuperado, junto com outros bens. O homem que dirigia o veículo foi preso por receptação. Com ele, os agentes localizaram o celular e o computador da vítima.
Júlia, que está presa desde o dia 5 de junho, responde pelos crimes de homicídio por motivo torpe com emprego de veneno e com uso de traição ou emboscada, por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e uso de documento falso. Ela também foi indiciada por se apropriar dos bens do empresário e por vender suar armas.
Suyany, presa desde o dia 28 de maio, responde pelos mesmos crimes da psicóloga, menos o uso de documentos falsos. Considerada a mandante do assassinato, a cigana teria instruído Júlia a ministrar o medicamento, além de ter descoberto como adquirir os comprimidos inseridos no brigadeirão.
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