Crime aconteceu na Rua Manuel Lisboa Moura, em BanguReprodução / Redes Sociais
Ex-PM condenado por homicídio e organização criminosa é morto a tiros em Bangu
Flávio Lúcio Carvalho de Faria, de 51 anos, era apontado como liderança de uma milícia de Sepetiba
Rio - O ex-policial militar Flávio Lúcio Carvalho de Faria, de 51 anos, condenado em processos por homicídio e organização criminosa, foi assassinado a tiros, na tarde desta terça-feira (30), em Bangu, Zona Oeste. Ele era apontado como liderança de uma milícia de Sepetiba.
O crime aconteceu na Rua Manuel Lisboa Moura, no condomínio Parque Bangu. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o corpo de Flávio com marcas de disparos sob a calçada. Segundo relatos, ele teria sido morto quando chegava em casa.
De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do 14º BPM (Bangu) esteve no local e isolou a área para perícia.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Polícia Civil informou que os agentes realizam diligências para apurar a autoria e a motivação do assassinato.
Condenações
A PM destacou que Flávio estava excluído da corporação a bem da disciplina. Isso porque o homem chegou a ser preso e condenado por processos de homicídio e organização criminosa.
Em maio de 2019, a Justiça do Rio condenou o ex-PM a 16 anos de prisão pela morte a tiros do comerciante Humberto Tjie-A-Njiem, ocorrida em Santa Cruz, na Zona Oeste, no ano de 2011. A vítima era autora de um dossiê acerca da atuação de uma milícia em Sepetiba e foi assassinada quando voltava de uma reunião com um representante do Ministério Público do Rio (MPRJ). No mesmo processo, ainda constam duas tentativas de homicídios contra outros dois homens.
Em fevereiro do mesmo ano, Flávio foi condenado a seis anos de prisão pelo crime de organização criminosa. Neste processo, ele era acusado de chefiar o grupo paramilitar de Sepetiba, na Zona Oeste, responsável por extorsões a comerciantes e moradores, cobrando uma "taxa de segurança".
"A referida organização criminosa integrada visa obter, pela intimidação e violência de suas ações, indevida vantagem pecuniária, exigida de comerciantes e moradores em variadas localidades no bairro de Sepetiba, compondo eles um complexo esquema criminoso popularmente denominado 'milícia', cujos os membros delinquentes associados extorquem de moradores e comerciantes, rotineiramente, dinheiro em montante que arbitram, além de praticarem esbulhos possessórios, torturas, comercialização irregular e impositiva de cestas básicas e botijões de gás, 'eliminando' quem não se enquadra no esquema por eles implantado", diz parte da decisão da época.

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