Etevaldo Bispo, conhecido como 'Bahia', foi uma das vítimas de ataque a tiros em Irajá, no último dia 17Reprodução/Redes Sociais
Corpo de morador em situação de rua executado em Irajá é liberado para enterro na Bahia
Etevaldo Bispo dos Santos, conhecido como Bahia, tinha 52 anos e era natural de Salvador
Rio – O corpo de Etevaldo 'Bahia' Bispo dos Santos, um dos homens em situação de rua executados na sexta-feira passada (24) em Irajá, na Zona Norte, será transferido para Salvador (BA), sua cidade natal. O cadáver estava no Instituto Médico Legal (IML) até então porque nenhum documento de identificação havia sido encontrado com a vítima.
De acordo com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, responsável por obter a liberação da documentação junto ao IML, restam apenas procedimentos da funerária, como tratamento e traslado, para que a transferência seja concluída. A estimativa é de que isso deva ocorrer entre esta quarta (22) e quinta-feira (23).
Bahia, de 52 anos, era percussionista e participava das atividades que o Movimento Afro Cultural Batikum Ilu Odara realizava no local do crime, sob os trilhos suspensos do metrô, ao lado da entrada da estação de Irajá, às margens da Avenida Pastor Martin Luther King Jr.
“Ele sempre esteve participando dos nossos ensaios, cantando, conversando com a galera, trazendo um pouco da memória dele, da cidade dele”, afirmou na ocasião Luccas Xaxará, um dos integrantes do Batikum Ilu Odara.
Já moradores da região, que preferiram não se identificar, disseram que Bahia sofria com sequelas de um AVC - ele usava uma bengala para se locomover - e tinha uma ex-mulher, que teria voltado para Salvador. Eles afirmaram que a vítima era conhecida por pessoas que vivem na região e não tinha desavenças com ninguém. Etevaldo também teria sido cabeleireiro e costumava pedir dinheiro no sinal.
O outro homem em situação de vulnerabilidade morto por três criminosos, que usaram um fuzil e três pistolas no ataque, foi identificado pela Polícia Civil como Fábio Fernando da Silva. A liberação e a retirada do corpo dele do IML aconteceram no dia seguinte ao crime. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) segue com as investigações.
Jaílton Matias Anselmo, de 37 anos, sobreviveu e foi internado em estado grave. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que não tem autorização da família do paciente para informar o estado de saúde dele.








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