Marli Macedo, de 60 anos, e Elison Nascimento, 33, morreram na PedreiraDivulgação
Quem são os moradores mortos na guerra entre facções no Complexo da Pedreira
Marli Macedo, de 60 anos, e Elison Nascimento, de 60 anos, perderam a vida para a violência
Rio - A semana começou marcada pela violência para os moradores do Complexo da Pedreira, na Zona Norte. Entre as vítimas fatais do confronto, que teve início na noite de domingo (26) e se estendeu até a madrugada de segunda-feira (27), envolvendo as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), estão dois moradores da comunidade.
Marli Macedo dos Santos, de 60 anos
Marli foi mantida refém ao lado do irmão por traficantes do Comando Vermelho (CV). Segundo a Polícia Militar, Célio Santos da Silva invadiu a residência da vítima, na Estrada de Botafogo, para fugir de membros do Terceiro Comando Puro (TCP). Houve troca de tiros e Marli foi baleada na cabeça.
Agentes do 41º BPM (Irajá) foram ao local e negociaram a rendição e prisão do traficante. Marli chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste, mas não resistiu e morreu. O irmão da vítima não ficou ferido.
Os sobrinhos da vítima estiveram no Instituto Médico Legal (IML) do Centro para liberação do corpo de Marli na tarde desta segunda-feira.
Elison Nascimento Vasconcelos, de 33 anos
O mototaxista Elison foi o segundo morador baleado e morto durante a guerra no Complexo da Pedreira. Ele foi atingido por um tiro no tórax, chegou a ser socorrido pelo próprio pai e levado ao Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, mas não resistiu.
Em entrevista ao DIA, o pai de Elison, Edson Vasconcelos Brum, contou que o filho voltava de um evento e pagode e tinha acabado de deixar a namorada em casa quando acabou atingido. Elison trabalhava de carteira assinada e, nas horas vagas, complementava a renda como mototaxista em um aplicativo de transporte. Ele havia acabado de comprar a moto nova para trabalhar.
"Meu filho era morador da região desde os 2 anos de idade. Não tinha envolvimento com drogas nem com o tráfico. Gostava de tomar a cervejinha dele nos fins de semana, apenas. Agora arrancaram uma parte de mim da forma mais cruel e violenta possível", lamentou Edson, que foi o primeiro a ver o filho ferido. "Eu tive que pegar meu filho com um tiro no tórax e carregar o corpo", lembrou emocionado.
A família de Elison aguardava a chegada do rabecão da Defesa Civil para levá-lo para o Instituto Médico Legal (IML).
Não há informações sobre o horário e local do sepultamento das vítimas.
Além dos dois moradores, outros dois suspeitos também morreram no confronto e outros cinco estão presos. Dois fuzis também foram apreendidos. Os casos são investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).











Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.