Márcio Greik Cavalcante Gama estava todo vestido de preto quando foi visto pela última vezAcervo pessoal

Rio – A família está à procura de Márcio Greik Cavalcante Gama, de 57 anos. O motorista foi visto pela última vez na quinta-feira (4), no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.
 
Ao DIA, a namorada de Márcio Greik Cavalcante Gama, que não quis se identificar por questões de segurança, destacou que as circunstâncias do desaparecimento ainda não estão esclarecidas. O que se sabe até o momento é que ele saiu do trabalho, em um depósito de Chopp na Rua Manoel Reis em Nilópolis, no fim da tarde, e se dirigiu a dois estabelecimentos próximos: um mercado, na Rua Coronel França Leite; e uma padaria, na Roldão Gonçalves. Não se sabe em qual dos locais ele esteve primeiro.
Uma testemunha afirmou tê-lo visto no mercado falando ao telefone com a mãe e combinando de comprar pão. Na sequência, conforme mostram imagens registradas por uma câmera de monitoramento na porta do mercado, ele passa muitos minutos com uma outra pessoa ao celular - sem grandes expressões, onde parece estar somente ouvindo.
O circuito de imagens da padaria também registram Márcio, com uma sacola de pães nas mãos, mas não é possível saber a ordem das paradas porque as marcações dos horários não batem.

“A gente achava que ele estava indo para a casa da mãe, só que ele ficou muito tempo no telefone. Às 18h22, o celular dele já não tinha mais conexão com ninguém, a gente não consegue rastrear”, relatou a namorada.
Na ocasião, Márcio estava todo vestido de preto, incluindo bota, bermuda, camisa do uniforme do depósito e boné, além de uma mochila. Ele tem a pele da cor parda, cabelo escuro e 1,70 m de altura. No dia em que desapareceu, pilotava uma motocicleta roxa, com bagageiro acoplado na parte traseira.
A namorada lembra que Márcio trabalhava praticamente todos os dias, incluindo domingos e feriados, e que fora isso, os locais que mais frequentava eram a casa da mãe, em Mesquita, também na Baixada, e a casa da própria namorada, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste.

“A gente está achando que ele recebeu uma ligação e foi encontrar uma pessoa, que não fomos eu ou a mãe dele. Ele ficou muito tempo com essa pessoa ao telefone”, reforçou.
A família já fez anúncios nas redes sociais pedindo informações que levem à localização de Márcio - o que já rendeu, lamentavelmente, trotes e falsas ameaças. A namorada acrescenta ainda que realiza, com outros familiares, buscas em dezenas de unidades de saúde do estado, além do registro do desaparecimento do motorista na 57ª DP, em Nilópolis, feito pelos familiares. A corporação comunicou que as investigações estão em andamento no Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para encontrá-lo.
A família pede que quem tiver informações verídicas sobre a localização de Márcio faça por meio do Disque Denúncia, no número(21)2253-1177.