Onco Baixada foi inaugurado nesta quarta-feira (11) em Nova IguaçuÉrica Martin / Agência O Dia

Rio - O Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense, primeira unidade oncológica da rede estadual, foi inaugurado nesta quarta-feira (11), em Nova Iguaçu. O hospital contará com 100 leitos e poderá realizar 5 mil consultas ambulatoriais por mês, além de 340 internações e 300 cirurgias. A previsão para início do funcionamento do Onco Baixada é no próximo dia 19.
A unidade está integrada ao Rio Imagem Baixada, na Avenida Explanada, 483, no bairro Viga, às margens da Rodovia Presidente Dutra. Para o governador Cláudio Castro, o objetivo é descentralizar o atendimento sobre outras regiões do estado.
"A gente percebeu claramente que a capital, por mais que precise de recursos, tem muito mais hospitais por habitantes do que na Baixada em São Gonçalo e em Itaboraí. Por isso, a gente começou esse investimento pesado na saúde das regiões onde estão a grande massa de trabalho. A importância é fazer a verdadeira descentralização. É as pessoas poderem ter um tratamento dentro de casa. O que importa é que tenha atendimento em todas as regiões. O que a gente está fazendo é uma justiça ao povo sofrido, ao povo trabalhador, ao povo que pega o trem lotado todo dia. O investimento aqui é histórico", destacou.
De acordo com o Governo do Rio, o instituto, especializado no tratamento de câncer, irá ampliar a oferta de leitos públicos no estado e permitir que o paciente realize todos os exames em um só lugar.
"Será uma unidade com atendimento de alta complexidade em oncologia, que contém tudo o que o paciente de câncer precisa para ser atendido integralmente", explicou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
O hospital funcionará de forma escalonada, a partir do dia 19 de fevereiro, até atingir toda a sua capacidade instalada. Quando estiver funcionando em sua totalidade, a previsão é a de realizar 5 mil atendimentos, 300 cirurgias e 340 internações por mês. A unidade também terá radioterapia e petscan numa segunda fase, prevista para ocorrer em seis meses. O investimento do governo é de R$ 87,3 milhões.
Inicialmente, o atendimento será para pacientes inseridos no sistema estadual de regulação para primeira consulta em neoplasias de mama, próstata, urologia em geral, pele, tireoide e coloproctologia. Ao todo, o instituto terá cerca de mil funcionários, desde equipes de limpeza e de setores administrativos a médicos, enfermeiros e auxiliares.
"A entrega escalonada assegura a abertura responsável do serviço, com estrutura adequada, equipes preparadas e ampliação progressiva da capacidade assistencial, fortalecendo a rede oncológica estadual", disse Paulo Ricardo Lopes da Costa, diretor da Fundação Saúde, unidade gestora do hospital.
O crescimento progressivo do número de pessoas com câncer vem chamando atenção das autoridades. De acordo com o governo, atualmente, quase 100 casos são diagnosticadas por dia no Estado do Rio.
A inauguração desta quarta contou com uma apresentação da escola de samba Beija Flor de Nilópolis.
Detalhes do hospital
O prédio, de quatro andares, ocupa uma área de 12 mil metros quadrados, que somados ao Rio Imagem Baixada chegam a 16 mil metros quadrados de área construída, se tornando o maior complexo público de saúde já instalado no estado.
O objetivo de instalar o hospital no mesmo local do centro de imagem foi integrar os serviços de diagnóstico ao tratamento, sem que o paciente precise sair da unidade para cumprir a rotina de exames exigida.
O setor de quimioterapia tem 24 boxes individualizados com poltronas para os pacientes e cadeira para um acompanhante. Dos 24 espaços, três deles são salas com camas para quimios longas, que podem durar até 8h.
Os pacientes também vão contar com uma comissão de cuidado paliativo que vai avaliá-los junto ao oncologista para melhorar a qualidade de vida durante o tratamento. O foco inclui melhorar sintomas, entender relações familiares e o perfil da pessoa.
Outra novidade do hospital é a Clínica da Dor, uma especialidade da anestesiologia com suporte de uma equipe multidisciplinar, criando estratégias para dores mais potentes, visando a melhora da qualidade de vida do paciente.
O Onco Baixada terá ainda um programa de navegação - conceito em que uma equipe formada por assistentes sociais, psicólogos e enfermeiro especializado em oncologia acompanham o progresso do tratamento de cada pessoa, desde o diagnóstico ao comparecimento às consultas.
Colaboração de Érica Martin