Publicado 17/03/2026 16:52 | Atualizado 17/03/2026 19:44
Rio - Familiares, amigos e pacientes deram o último adeus à médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, nesta terça-feira (17), no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na zona portuária do Rio. Ela morreu baleada durante uma abordagem policial na Rua Palatinado, em Cascadura, na Zona Norte, na noite de domingo (15).
PublicidadeO médico anestesiologista Armando Novais, que trabalhou com Andréa por mais de 10 anos na mesma equipe de cirurgia, conversou com a imprensa em nome da família durante a cerimônia. Ele exaltou a amizade que tinha com a vítima e lamentou a morte da colega de profissão.
“Eu tinha uma cirurgia marcada com ela para sexta-feira (20). Um amigo da equipe me ligou. Eu tomei um susto, achando que tinha mudado algo, ou eu tinha marcado o dia errado. E ele falou: 'a Andréa está morta'. Eu congelei... Uma catástrofe. Ela era uma pessoa muito viva, cheia de energia, levava luz onde estava... Ela cuidava, se dedicava. Perdemos uma amiga, uma companheira de trabalho. Uma pessoa que veio da luta, que batalhou, se formou. Naquela época, uma mulher negra, que enfrentou muita coisa e nunca perdeu a humildade, a hombridade”, disse.
Armando cobrou, ainda, respostas sobre o que aconteceu e pediu por justiça em nome de Andréa. “Toda pessoa de bem quer e busca justiça. Muitas pessoas erram, mas acho que não um erro assim intencionalmente. Eu não posso acusar porque não estava lá e não vi. Mas um esclarecimento é necessário. Até porque se houve um erro, e ele não for corrigido, vai continuar acontecendo. E vão sofrer outras mães, outros filhos, outros pais”, afirmou.
Próximo à família de Andréa, o médico se colocou à disposição de assistir os pais e a filha da vítima. “No dia a dia de trabalho, a gente conhece muitas pessoas. Mas algumas se tornam da família. Eu perdi uma irmã. Já cuidei dos pais dela. Vou ajudar no que puder. A filha dela tem que acabar a faculdade, os pais estão muito idosos e não podem ficar descobertos”, contou.
Andréa Marins Dias morreu após ter sido baleada em uma abordagem policial depois de sair da casa dos pais de 88 e 91 anos, na Rua Palatinado. Segundo testemunhas, os policiais que faziam uma perseguição na região teriam confundido o carro dela com o de bandidos.
Ela era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.
No dia seguinte à morte, o carro de Andréa passou por uma perícia complementar, na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Os agentes envolvidos na morte da médica foram afastados de atividades externas da Polícia Militar.
Nesta terça-feira, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj enviou um ofício ao Comandante-Geral e o Corregedor-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para cobrar esclarecimentos sobre a ação de agentes do 9º BPM (Rocha Miranda).
“Eu tinha uma cirurgia marcada com ela para sexta-feira (20). Um amigo da equipe me ligou. Eu tomei um susto, achando que tinha mudado algo, ou eu tinha marcado o dia errado. E ele falou: 'a Andréa está morta'. Eu congelei... Uma catástrofe. Ela era uma pessoa muito viva, cheia de energia, levava luz onde estava... Ela cuidava, se dedicava. Perdemos uma amiga, uma companheira de trabalho. Uma pessoa que veio da luta, que batalhou, se formou. Naquela época, uma mulher negra, que enfrentou muita coisa e nunca perdeu a humildade, a hombridade”, disse.
Armando cobrou, ainda, respostas sobre o que aconteceu e pediu por justiça em nome de Andréa. “Toda pessoa de bem quer e busca justiça. Muitas pessoas erram, mas acho que não um erro assim intencionalmente. Eu não posso acusar porque não estava lá e não vi. Mas um esclarecimento é necessário. Até porque se houve um erro, e ele não for corrigido, vai continuar acontecendo. E vão sofrer outras mães, outros filhos, outros pais”, afirmou.
Próximo à família de Andréa, o médico se colocou à disposição de assistir os pais e a filha da vítima. “No dia a dia de trabalho, a gente conhece muitas pessoas. Mas algumas se tornam da família. Eu perdi uma irmã. Já cuidei dos pais dela. Vou ajudar no que puder. A filha dela tem que acabar a faculdade, os pais estão muito idosos e não podem ficar descobertos”, contou.
Andréa Marins Dias morreu após ter sido baleada em uma abordagem policial depois de sair da casa dos pais de 88 e 91 anos, na Rua Palatinado. Segundo testemunhas, os policiais que faziam uma perseguição na região teriam confundido o carro dela com o de bandidos.
Ela era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.
No dia seguinte à morte, o carro de Andréa passou por uma perícia complementar, na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Os agentes envolvidos na morte da médica foram afastados de atividades externas da Polícia Militar.
Nesta terça-feira, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj enviou um ofício ao Comandante-Geral e o Corregedor-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para cobrar esclarecimentos sobre a ação de agentes do 9º BPM (Rocha Miranda).
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