Andréa Marins, 61 anos, era ginecologista e cirurgiã-geralReprodução/redes sociais
No documento, a Comissão questiona se o protocolo de abordagem policial foi devidamente observado e qual foi a justificativa técnica para a realização de disparos antes da identificação da ocupante do veículo. Informações sobre a apreensão das armas para perícia, o eventual afastamento dos agentes e a abertura de procedimento administrativo disciplinar também foram solicitadas.
O ofício ainda pede esclarecimentos sobre possível histórico dos policiais em ocorrências semelhantes e se as imagens das câmeras corporais já foram encaminhadas à Delegacia de Homicídios.
“Não só os entes queridos de Andrea, mas a sociedade precisa de respostas rápidas e transparentes. É inadmissível que abordagens assim terminem com a morte de uma mulher inocente. Já oficiamos o comando da Polícia Militar e vamos acompanhar cada etapa dessa investigação”, afirmou a deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão.
A médica morreu após ter sido baleada em uma abordagem policial depois de sair da casa dos pais de 88 e 91 anos, na Rua Palatinado. Segundo testemunhas, os policiais que faziam uma perseguição na região teriam confundido o carro dela com o de bandidos. Andréa morreu na hora.
Ela era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.

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